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Foram registrados 67,4 mil casos de Covid-19 nas Forças Armadas, com 175 mortes. Dados foram obtidos pelo Metrópoles via LAI

Tácio Lorran
Ao menos 67,4 mil militares das Forças Armadas foram diagnosticados com a Covid-19, e 175 morreram em decorrência da doença.
Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os números são do Ministério da Defesa.
Ao todo, as Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – têm 359 mil militares. Na prática, isso significa que 18,8% do efetivo total foi diagnosticado com o novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Ou seja, praticamente um a cada cinco militares pegou a doença. A taxa de contaminação é quase o dobro se comparada à da população em geral.
Até essa quinta-feira (11/10), 21,924 milhões de casos de Covid-19 foram confirmados no país, segundo o Ministério da Saúde, o equivalente a 10,2% da população total.

Queda
O último mês de outubro, contudo, registrou apenas 561 casos de Covid-19 nas tropas das Forças Armadas. É o menor número para um mês desde maio de 2021, quando começou a contagem nas corporações.
Logo, registros anteriores a essa data foram acumulados junto ao início do cômputo pela pasta, o que impossibilita saber com exatidão os dados referentes aos meses de março, abril e maio de 2020.
Setembro e outubro deste ano registraram três óbitos por Covid cada. O número é o segundo menor desde o início. Em outubro do ano passado, duas mortes ocorreram.
O pico de casos e mortes foi registrado no início deste ano, nos meses de março e abril.

Veja a série histórica:

População mais jovem
O médico infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), questiona se os militares, durante a pandemia, cumpriram as medidas preventivas contra a disseminação do novo coronavírus, como o uso de máscara e o distanciamento mínimo.
“Se isso não aconteceu, a probabilidade de transmissão vai ser maior entre eles”, explica o médico.
Ribeiro ressalta também que os militares das Forças Armadas são, em sua maioria, jovens. Isso ajuda a explicar a alta contaminação e, também, paradoxalmente, o baixo número de mortes entre os membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Levando em conta as 175 mortes registradas entre os militares, a taxa de letalidade é de 0,26%; a mesma taxa, entre a população geral do país, é de 2,8%.

Outro lado
O Ministério da Defesa, o Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira foram procurados, desde segunda-feira (8/11), para se manifestarem sobre os dados, mas não responderam. O espaço segue aberto.
Em fevereiro deste ano, o Ministério da Defesa informou ao Metrópoles que as Forças Armadas mantiveram o pleno andamento das atividades na pandemia.
“Na realidade, a atual pandemia intensificou ainda mais as ações da Marinha, do Exército e da Força Aérea. A Operação Covid-19, de combate à pandemia, envolveu diariamente mais de 34 mil militares, operando em todo o território nacional”, explicou a pasta.
“Justamente por atuarem na linha de frente, o índice de contaminação tem sido muito superior à média da população”, assegurou.
Além disso, o ministério afirmou que as medidas de proteção para enfrentamento da pandemia estão elencadas na Portaria Normativa nº 30, de 17 de março de 2020.
“Pacientes com suspeita de exposição ao novo coronavírus ou com quaisquer sinais da doença, por mais leves que sejam, são direcionados ao isolamento e recebem o tratamento adequado”, informou.
METRÓPOLES/montedo.com

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