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A 7ª DE estava desativada desde 2014 e será comandada pelo General de Divisão Vinicius Ferreira Mart

Blog da Folha
Desativada desde 2014, a 7ª Divisão do Exército (7ª DE) foi reativada, na manhã desta segunda-feira (25), em solenidade realizada no Forte Guararapes, Quartel-General do Comando Militar do Nordeste (CMNE), no bairro do Curado. Na ocasião, o General de Divisão Vinicius Ferreira Martinelli assumiu o posto de 1º Comandante da 7ª DE. O ato de formatura de reativação contou com a presença de autoridades militares e civis.
Em entrevista após a cerimônia, o General Martinelli, destacou a importância da reativação como um caminho para evitar a sobrecarga de serviços sobre o CNME. “Encaro esse como mais um desafio na carreira. A intenção da reativação da 7ª DE é aliviar o Comando Militar do Nordeste (CMNE) dos encargos operacionais. A 7ª DE vai pegar o preparo e o emprego da força terrestre na área do CMNE. Isso permite ao CMNE atuar no campo político e estratégico, e ficamos no nível operacional. Aliviamos e damos mais qualidade às nossas atividades”, ressaltou o General Martinelli.
O Comandante Militar do Nordeste, General Richard Fernandez Nunez, por sua vez, enfatizou que a reativação da 7ª DE dialoga com a valorização da presença do Exército na Região Nordeste” e corrige a “duplicidade de esforços” que havia, com apenas a 7ª Região Militar tendo que lidar com a parte administrativa e a de operações. “Com essa reativação, a 7ª Região Militar continua tratando das questões administrativas e territoriais, com abrangência do Rio Grande do Norte a Alagoas, e a 7ª DE está pura para tratar do preparo e emprego da força terrestre para todas as operações possíveis. Isso vai acarretar dinamismo, eficiência e melhor gasto do recurso público, pois vamos ter gente vocacionada para determinadas tarefas que não vai estar desviando de foco para outras”, afirmou o General Richard, sublinhando que a ativação da 7ª DE conta com apenas 31 cargos ativados, dos quais 16 já existiam o CNME. Ou outros 15 cargos foram realocados dentro do próprio CNME.

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Escola
A escolha do Recife como sede da nova Escola de Sargentos das Armas (ESA) também foi repercutida. De acordo com o General Richard, a chegada da escola no Recife ajuda a descentralizar as atividades de formação. “Essa escola funcionar aqui é um marco extraordinário. A maioria das escolas está no centro-sul do País. Então trazer uma escola desse porte para a área da Região Metropolitana do Recife só traz benefícios, em termos sociais, econômicos, educacionais e da própria relação do Exército com a sociedade”, afirmou.
Ele ainda ressaltou o impacto que o equipamento deve trazer à região. “Se nós consideramos que, só de alunos, teremos dois mil de todo o país, mais os instrutores que vem com suas famílias, percebemos que é um empreendimento de quatro a cinco mil pessoas residindo naquela área com renda. A obra em si já é de grande impacto, então ganha o Exército e ganha a sociedade nordestina, em particular da RMR com um empreendimento dessa natureza”, acrescentou o General Richard.
FOLHA DE PERNAMBUCO/montedo.com

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