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Brasília – Na quarta-feira (06), o Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, esteve no Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), no Forte Marechal Rondon, em Sobradinho, próximo a Brasília. Ele foi conferir a estrutura montada para o Exercício Guardião Cibernético 3.0 (EGC). Trata-se do maior treinamento para proteção cibernética do Hemisfério Sul.
O exercício ocorreu sob coordenação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), em parceria com as Forças Armadas. A intenção era proteger, de ameaças virtuais, setores prioritários à segurança nacional, como Água, Energia, Telecomunicações, Finanças, Transporte e Nuclear. O treinamento iniciou na terça-feira (05OUT2021) e encerrou nesta quinta-feira (07OUT2021), simultaneamente, na capital paulista e no Distrito Federal.
Durante a presença do Ministro Braga Netto, foi apresentada situação hipotética de ataque “hacker” a uma usina hidrelétrica, com auxílio de uma maquete. Na sequência, o titular da Pasta esteve nas salas de simulação virtual de ataque e de comando. Na primeira, eram utilizadas ferramentas que permitiam a reprodução de ataques nas áreas de tecnologia da informação e de operações. Por meio de um programa Simulador de Operações Cibernéticas (SIMOC), eram reproduzidos sistemas computacionais que costumam ser utilizados pelos especialistas dos órgãos e empresas participantes do Exercício Guardião Cibernético.
No dia anterior, o Ministro acompanhou o treinamento em São Paulo. Ele destacou a prioridade e a importância da questão cibernética, além de elogiar o trabalho executado pelos envolvidos. “Esse exercício tem baixo custo, comparado a outros projetos. Mas, a resposta é muito efetiva. Fiz questão de acompanhar, tanto em São Paulo quanto em Brasília, para ressaltar sua relevância”, disse o Ministro.
A atuação do Ministério da Defesa contribui para a integração entre o Governo Federal e o setor privado no processo de preservação do espaço cibernético nacional. Por meio da Pasta da Defesa, é incentivada a atuação conjunta dos órgãos da esfera federal, das agências do setor cibernético, da comunidade acadêmica, de nações amigas e de organizações internacionais.
O Exercício Guardião Cibernético está na terceira edição e contou com 350 participantes, civis e militares, de 65 organizações. A atividade está alinhada às ações da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber) para resguardar as infraestruturas críticas de interesse da Defesa Nacional.
Para viabilizar a execução do Exercício, este ano, foram firmados acordos de cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (SENAI-DF) e com empresas que atenderam ao chamamento público, sem ônus para a União. As empresas foram: ATECH, AVIBRAS, CISCO, KRYPTUS e Instituto Vegetius. O treinamento contou, ainda, com a participação de representantes dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, e das Relações Exteriores, além do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e do Banco Central.
Ministério de Defesa
Rizia Rocha
Fotos: Alexandre Manfrim
Publicado em 08/10/2021

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