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Informações de veículos locais chegaram a falar de feridos, mas incidente foi apenas um teste para ver o tempo de resposta a emergências em meio às limitações pandêmicas

O Globo e AFP
WASHINGTON — Ao contrário do noticiado por vários veículos de comunicação, não houve um tiroteio em Fort Meade, base do Exército americano em Maryland, ao norte da capital Washington. Segundo um porta-voz do Pentágono, as informações eram falsas e o incidente não passou de um exercício militar pré-agendado.
— As informações sobre um tiroteio em Fort Meade são falsas. Era um exercício já previsto — disse Eric Pahon, o representante do Departamento de Defesa.
Mais cedo, o chefe de emergências do centro de operações da base havia dito à AFP que cinco pessoas teriam ficado feridas durante o incidente e que o suposto atirador teria sido contido. Uma notícia do tablóide local The Sun também informava que disparos teriam sido ouvidos na instalação militar, no condado Anne Arundel, resultando em “várias vítimas”.
De acordo com o Twitter oficial da base, no entanto, as autoridades apenas realizavam um exercício para testar seu tempo de resposta a “múltiplos incidentes de emergência diante das condições pandêmicas”. Um porta-voz da base confirmou a informação à afiliada local da emissora CBS.
Há uma semana, os moradores haviam sido notifcados sobre um “Exercício de Proteção Integrada”, alertando que poderiam ouvir alertas e outras ordens de ação durante o exercício. Em várias postagens nas redes sociais nas últimas semanas, por exemplo, alertavam para que a população não se alarmasse porque não passaria de um teste e que haveria pouco impacto para os serviços da guarnição.
Notícias de tiroteios nos EUA rapidamente ganham a atenção global devido ao que o governo diz ser uma “epidemia” de crimes com armas de fogo. Até o março, quando oito pessoas foram mortas em um ataque a tiro em centros de massagem em Atlanta, os EUA estavam havia um ano sem massacres de grandes proporções em áreas públicas, segundo o Violence Project, projeto que quantifica a extensão da violência armada no país.
A pausa, no entanto, deveu-se mais às restrições de locomoção impostas pela pandemia, que começaram a ser aliviadas nos últimos meses: desde 2016, o país registrou ao menos 29 massacres com quatro ou mais vítimas fatais.
O Globo/montedo.com

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