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Em nome de uma suposta “frente ampla”, o general Santos Cruz aceitou participar de um debate promovido pelo Instituto Novos Paradigmas, que reuniu quatro ex-ministros: Raul Jungman, Nelson Jobim e os petistas Tarso Genro e Celso Amorim.
O presidente do tal instituto é o próprio Tarso, imortalizado na política gaúcha como “O Peremptório*”.
Santos Cruz foi condecorado pelo então governador gaúcho logo depois de voltar da missão no Congo; ano passado, em meio à crise da vacina, Tarso elogiou o general no Twitter: “General Santos Cruz indica por que foi expelido pelo governo genocida, mantendo intacta sua honra militar: ‘vacina é para vacinar toda a população, não para fazer política contra adversários’, escreveu o petista, citando uma manifestação do general.

Aposta
Santos Cruz é hoje a principal aposta política de militares decepcionados com Bolsonaro. Resta ver como esses mesmos militares irão reagir a essa aproximação com o PT, à pretexto de “discutir à democracia”.

Ora bolas, general!
Para Lula et caterva, a democracia sempre foi um meio, nunca um fim. O que interessa para essa corja é seu projeto de poder, desde sempre.
Por exemplo: Tarso, que a frente do ministério da Justiça foi defensor ferrenho do assassino Césare Battisti e deportou dois lutadores cubanos que pediram asilo ao Brasil, deu outras “aulas” de democracia durante o nefasto período em que esteve à frente do governo gaúcho. É só “dar um Google”, general.

*Tarso, o peremptório
Tarso ganhou essa alcunha durante sua última campanha à prefeitura de Porto Alegre, em 2000. Ante a acusação de que abandonaria o cargo para disputar o governo do estado, foi taxativo: “Concluirei o meu mandato!”. Eleito, renunciou dois anos depois para concorrer – e perder – a eleição ao Piratini para Germano Rigotto.

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