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A última Reunião do Alto Comando do Exército (RACE) começou a pavimentar o caminho que, na prática, deverá transformar a função de Adjunto de Comando em um cargo honorífico.

Desvalorização
Via de regra, o encargo passará a ser cumulativo – com poucas exceções, à critério do Estado Maior do Exército.
A prioridade de designação será para unidades operacionais, de nível batalhão, regimento, grupo, etc.
A duração do curso de Adjunto de Comando foi reduzida de dez para oito semanas, sendo apenas duas presenciais, na EASA; anteriormente, eram quatro. Além da notória desvalorização do curso em si, os alunos deixaram de fazer jus a ajuda de custo correspondente, recebendo apenas diárias. Os cargos existentes poderão ser revertidos para outras necessidades, à critério de cada comandante.

Modelo pioneiro
Os leitores do blog sabem que sempre fui um entusiasta dessa função, que foi criada em 2015 a partir do modelo implantado há mais de vinte e cinco anos, no então CIAS-Sul (hoje EASA), em Cruz Alta (RS), pelo então tenente-coronel Sérgio Westphalen Etchegoyen, que foi o responsável pela criação do cargo de Adjunto de Comando quando esteve à frente do Departamento Geral do Pessoal (DGP). O general Villas Bôas, comandante do Exército à época, foi o grande fiador desse processo.

Eu acreditei!!!
O objetivo é (ou era?) distinguir o subtenente ou o primeiro-sargento que apresente destacada liderança, reconhecida competência profissional e ilibada conduta pessoal, valorizando, assim, a carreira do graduado. Configurou um passo gigantesco (embora muitos não tenham percebido) no caminho da valorização do sargento como profissional militar. É óbvio que a cúpula atual da Força não pensa assim. Trata-se de um retrocesso lamentável.

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