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Militar da reserva remunerada diz que objetivos de manifestos foram desvirtuados para beneficiar o titular do Palácio do Planalto

Caio Barbieri
O general Paulo Chagas afirmou, nesta segunda-feira (6/9), que o propósito das manifestações previstas para o 7 de setembro foi desvirtuado para “cultuar a figura” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Durante conversa com o Metrópoles, o militar da reserva disse que não participará dos atos convocados por aliados do titular do Palácio do Planalto, porque, embora concorde com pautas específicas do movimento, não quer enaltecer o bolsonarismo.
“O presidente está cheio de defeitos que precisam ser corrigidos, e não enaltecidos. Concordo com a pauta, mas não concordo em participar por causa desse culto que o ato virou à personalidade do presidente”, afirmou.
Embora não tenha falado abertamente, o general Paulo Chagas costuma criticar pelas redes sociais a atuação isolada de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Alerta
Recentemente, o militar fez um alerta pelas redes sociais sobre os manifestos previstos para ocorrer no próximo feriado. Na publicação, o ex-candidato ao Governo do Distrito Federal também comparou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Cuidado! Bolsonaro e Lula têm virtudes comuns, podem levar às ruas uma grande parte dos seus pouco + de 25% de fiéis apoiadores. A vontade e a força destas frações não representam a vontade de todo o povo brasileiro, mas podem tumultuar o País se jogarem fora das 4 linhas da CF [Constituição Federal]!”
Apoiado por Bolsonaro para disputar pleito contra o atual governador Ibaneis Rocha (MDB), em 2018, o militar da reserva se descolou do presidente da República, a quem critica sistematicamente, coincidentemente após a saída do ex-juiz Sergio Moro do comando do Ministério da Justiça.

Veja a publicação:


JANELA [I]NDISCRETA/montedo.com

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