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Ministro da Defesa recebeu “indignados” fora da agenda oficial

Eduardo Barretto
O ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, recebeu para um café da manhã na última terça-feira (24/8) no ministério ex-colegas de Bolsonaro no Exército que se autodenominam “os indignados”. Parte deles é da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mesma de Bolsonaro.
Cerca de 15 militares da reserva participaram da conversa com Braga Netto, segundo o tenente-coronel Luiz Fernando Walther de Almeida, organizador do grupo que no total reuniu 40 ex-fardados em Brasília nesta semana. A limitação de 15 pessoas, segundo o tenente-coronel, foi do próprio ministério, para evitar uma aglomeração ainda maior.
No dia seguinte ao café omitido da agenda do ministro da Defesa, o grupo foi recebido por Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. A mensagem no WhatsApp do grupo, batizado de “Reunião dos indignados”, lembrava aos “veteranos”, entre ícones de bandeirinhas do Brasil e de um braço forte, que o terno seria obrigatório.
Perguntado se a turma também tentou encontrar o vice-presidente, general Hamilton Mourão, respondeu Walther:
“Não queremos. Sem comentários”.
Até o ano passado, Walther de Almeida ocupou cargos no governo Bolsonaro: na Companhia das Docas da Bahia (Codeba) e no Porto de Santos. Nos anos 1980, o então capitão foi preso por invadir a Prefeitura de Apucarana (PR) para pedir aumento de salário. O episódio lhe rendeu a alcunha de “Waltinho de Apucarana”. Walther afirmou que depois disso foi convidado por Bolsonaro a lhe acompanhar na política, mas recusou.
METRÓPOLES/montedo.com

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