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Aziz disse em sessão que havia membros do “lado podre” das Forças envolvidos em “falcatrua” no governo

Sarah Teófilo
A citação de nomes de militares nas apurações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 tem gerado uma crise entre os Poderes da República. Depois de o Ministério da Defesa, chefiado pelo general Walter Braga Netto, enviar uma nota repudiando uma declaração do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o senador disse nesta quinta-feira (8/7) que não aceitará ser intimidado.
“Eu acho que a nota é um pouco desproporcional para aquilo que todo mundo assistiu. Eu tenho conhecimento profundo da importância das Forças Armadas na minha região. Fui governador, tive oportunidade de conviver com comandantes na Amazônia. É muito fácil ser general, ser oficial aqui em Brasília. Vocês não tem ideia do que eles passam na Amazônia, nas fronteiras. O respeito que eu tenho por eles está evidenciado. Em momento algum eu acuso ninguém, nem eles e nem ninguém. Eu tenho tido comportamento de evitar juízo de valor, e não faria isso com as Forças Armadas. Eu só não aceito que me intimide”, disse.
Na quarta-feira (7/7), Aziz afirmou que as Forças Armadas devem estar muito envergonhadas com o surgimento de nome de militares na comissão, e que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”. Logo em seguida, frisou que não estava generalizando. Ainda na quarta, em nota, os chefes das Forças e o ministro Braga Netto disseram que a fala do senador “atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”.
Ao dizer que não aceitaria intimidação, o senador rebateu. “Isso aqui é o Congresso Nacional. E quando intimidam um membro que está presidindo uma CPI tão importante é porque pode ser que alguma coisa tenha desagradado. Mas tenha certeza que a nota não é pelas minhas falas sobre as Forças Armadas, deve ser por outras coisas”, ponderou.
Ao seu lado, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que “nenhum servidor público, civil ou militar”, está acima da lei. “(As Forças Armadas são) instituições indispensáveis para o estado brasileiro, que honram o Estado brasileiro e que têm seus serviços a prestar. E tenho certeza que a obediência do conjunto das Forças Armadas não é a qualquer inquilino de plantão do Palácio (do Planalto), mas à Constituição e à pátria que juraram obedecer, que juraram inclusive combater os crimes de corrupção que venham de quem vier, sejam quais forem os responsáveis”, frisou.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

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