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Desfile dos primeiros carros de combate Renault FT-17, no Rio de Janeiro, em 1922, logo após o início do emprego de blindados pelo Exército Brasileiro.
Os chamados “Carros de Assalto” possuíam uma blindagem em aço, com 22mm de espessura, pesavam cerca de 6,5 toneladas e eram propelidos por um motor Renault de 4 cilindros, a gasolina, com potência de 39 hp, que lhes possibilitavam atingir uma velocidade máxima de 7,5 km/h.
Os armamentos ficavam instalados em uma torre com giro independente em 360º, o que se tornou um padrão nos principais blindados que surgiram posteriormente.
O Exército Brasileiro adquiriu doze unidades: seis equipados com torre fundida (Berliet), armados com canhões Puteaux calibre 37mm, cinco equipados com torre octogonal rebitada (Renault), armados com metralhadoras Hotchkiss calibre 7mm, e um modelo “TSF” (“Telegrafia Sem Fio”), sem torre giratória e destinado à comunicação com os escalões superiores.
Sua guarnição era formada por dois tripulantes: o motorista e o comandante, que também desempenhava a função de atirador. Os “tanquistas” usavam uniforme próprio, exibindo as “novidades” da guerra europeia: capacete protetor e perneiras de pano (tiras de enrolar nas pernas, originárias da Índia e tipicamente usadas pelos britânicos e norte-americanos durante a I Guerra Mundial).
Com a criação da Companhia de Carros-de-Assalto, em 21 de dezembro de 1921, sob o comando do Capitão José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, o Brasil tornou-se o pioneiro da arma blindada na América do Sul.


Fonte: ebacervo.eb.mil.br
3ª Divisão de Exército (Facebook)

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