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Carla Araújo
Do UOL, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar nesta terça-feira (1) a nomeação do general Eduardo Pazuello para um cargo na Secretária de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo. A informação foi confirmada à coluna por duas fontes do Palácio do Planalto e um general próximo a Pazuello.
Inicialmente, Bolsonaro havia prometido ao ex-ministro da Saúde outra função e ele ficaria subordinado ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni. A ideia era que ele assumisse a Secretaria de Modernização do Estado.
Agora, porém, Bolsonaro decidiu deixar Pazuello na SAE, secretaria que é diretamente ligada ao presidente.
Bolsonaro tem pressionado o Exército para que o ex-ministro, que ainda é general da ativa, não seja punido pela participação de uma manifestação com o presidente no Rio de Janeiro.
Pazuello já apresentou suas justificativas ao Comandante do Exército, disse que não se tratava de ato político, mas o Alto Comando da Força ainda quer algum tipo de punição.
Além disso, certamente, aumentará novamente entre os militares a pressão para que Pazuello peça finalmente para ir para a reserva. O general vem resistindo à ideia enquanto durar a CPI, já que terá que depor novamente.

Enfraquecimento do Almirante
A SAE é comandada atualmente pelo Almirante Flavio Rocha, que havia ganhado espaço no círculo de confiança do presidente.
Rocha chegou a acumular o cargo na SAE com uma função na Secretaria de Comunicação (Secom) com a queda de Fábio Wajngarten, mas ficou pouco tempo no cargo. Agora, o comando da comunicação palaciana está nas mãos do discreto policial André Costa.
Há quem acredite que com esse processo de fritura, o Almirante em breve deve deixar o governo.
UOL/montedo.com

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