Oposição representa contra Pazuello no Exército por participar de ato com Bolsonaro

pazuello no comício

Ex-ministro da Saúde participou de manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro no último domingo, no Rio

Adriana Mendes
BRASÍLIA – Líderes da oposição no Congresso protocolaram nesta quarta-feira duas representações no Exército contra o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello por ele ter participado de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro, no Rio, no último fim de semana. Apesar da repercussão negativa entre militares, o Ministério da Defesa e o Exército ainda não se posicionaram oficialmente sobre a participação do ex-ministro na manifestação.
Uma representação, junto à Procuradora Geral de Justiça Militar, pede para que o ex-ministro seja enquadrado no artigo 324 do Código Penal Militar que diz que é crime “deixar, no exercício de função, de observar lei, regulamento ou instrução, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar”.
A pena é de detenção até seis meses até a suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função, de três meses a um ano.
“A transgressão cometida pelo Representado gerou uma série de reações entre os Oficiais de Alto Escalão, que se manifestaram sobre os danos causados à imagem das Forças Armadas”, diz um trecho do documento encaminhado ao procurador-geral Militar Antônio Pereira Duarte.
— A participação do general Pazuello no ato político promovido por Bolsonaro no último domingo foi extremamente grave. Foi um ataque direto à disciplina militar, um dos principais pilares das Forças Armadas — justifica o deputado Alessandro Molon, líder da oposição na Câmara.
A outra ação é uma representação disciplinar ao comandante do Exército com base no mesmo artigo do Código Penal Militar. Segundo os autores, o objetivo é instaurar processo administrativo disciplinar competente.
— As Forças Armadas são instituições de Estado. Elas servem ao país e não a um governo. Neste sentido é lamentável que até o momento nem o Ministério da Defesa nem o comando do Exército tenham se pronunciado para repudiar o que Pazuello fez — disse o deputado Marcelo Freixo, líder da Minoria da Câmara.
A representação é assinada também pelos líderes do PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede.
A participação do general no ato gerou a abertura de um procedimento administrativo contra Pazuello, que já foi notificado pela Força a justificar sua participação, sem máscara, e que também gerou aglomeração.
O Globo/montedo.com

Respostas de 5

  1. O gordinho está lascado! Queimou a instituição, a qual não é mais respeitada em lugar algum, bem como torrou o Cmt EB que deverá tomar uma atitude o mais rápido possível, pq se não o fizer vai cometer crime tbm….
    Que comecem os jogos!

  2. “Uma representação, junto à Procuradora Geral de Justiça Militar, pede para que o ex-ministro seja enquadrado no artigo 324 do Código Penal Militar que diz que é crime “deixar, no exercício de função, de observar lei, regulamento ou instrução, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar.”

    “A pena é de detenção até seis meses até a suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função, de três meses a um ano.”

    PGJM e MPM,
    Procuradora Geral de Justiça Militar e Ministério Público Militar, ‘pau’ nesse desenquadrado da nova geração.

    E não punam não pra ver (prevaricação).
    Vergonha, mil vezes vergonha.

  3. Ainda bem que nem todas instituições estão errando ,alguns saíram prejudicados e não merecem serem responsabilizadas por erros de outrem e aguardam o desfecho .

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