Escolha uma Página

Brasília – Nesta quarta-feira, 5, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, acompanhado dos comandantes da Marinha, do Exército e e Aeronáutica, cobrou previsibilidade no Orçamento das Forças Armadas, reiterou que não há leitos ociosos nos hospitais militares e destacou a participação dos militares no combate ao Covid. Ele participou, por mais de 4h, de audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados.
Gustavo Sales CD
De acordo com o ministro, os cortes orçamentários colocam em risco a operacionalidade das Forças Armadas, além de obrigar o MD a renegociar, de forma quase permanente, o alongamento dos contratos para a implementação dos programas de modernização das Forças Armadas, o que também gera desgastes à imagem do país. “Qualquer soluço no fluxo de recursos, gera riscos enormes”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior. Além disso, os militares foram claros ao destacarem que toda e qualquer renegociação torna os projetos ainda mais caros.

Hospitais
Walter Braga Netto negou que os hospitais mantidos pelas Forças Armadas estejam ociosos e rebateu as críticas de que o Ministério da Defesa tenha negado o uso de leitos e UTIs para o tratamento de pacientes acometidos pelo Covid. Além disso, o ministro reconheceu que a pandemia tem afetado fortemente a família militar.
Em relação à participação dos militares das Forças Armadas em missões de paz, o ministro esclareceu que o país retirou tropas do terreno, mas que a participação depende apenas de recursos, uma vez que as Nações Unidas reembolsam os gastos com muito atraso. No dia 21 de junho, o Brasil assumirá o comando da Força Tarefa Multinacional no Bahrein, com o almirante André Luiz de Andrade Félix. Essa missão servirá de preparação para uma futura atuação da ONU no Golfo da Guiné, principal área do entorno estratégico brasileiro.
O ministro da Defesa assegurou, também, que não há politização dos quartéis, ao responder um questionamento do deputado Aécio Neves sobre o excesso de militares que atuam nas diferentes áreas do Governo Federal. De acordo com Braga Netto, os cargos têm sido preenchidos levando-se em conta a qualificação dos militares.
Com relação à troca na Defesa e nos comandos militares, Braga Netto garantiu que não houve tensões, mas respeito à antiguidade, com uma transição normal. “Não teve crise militar nenhuma. As Forças Armadas seguem cumprindo seu papel Constitucional normalmente”, afirmou.
Em relação às ameaças nas fronteiras, Braga Netto confirmou que as Forças Armadas acompanham todos os acontecimentos que podem representar problemas tanto nas fronteiras como internamente.

Pesca ilegal
O almirante Garnier reconheceu que há uma grande preocupação mundial com a pesca ilegal. Recentemente, 30 venezuelanos foram presos com 30 toneladas de pescado na costa brasileira. Em 22 de abril, o Brasil assinou a Declaração de Copenhague, que prevê cooperação internacional no combate à pesca ilegal.

Centro de Lançamentos de Alcântara
O brigadeiro Baptista Junior reiterou a importância do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas já em vigor, para viabilizar comercialmente o Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Ele também destacou a conclusão da licitação que selecionou quatro empresas, três norte-americanas e uma canadense, para iniciar o processo que pretende tornar Alcântara num dos principais centros de lançamentos de foguetes do mundo.

Democracia
De acordo com Aécio Neves, o tema Defesa tem sido um dos mais relevantes e caros à CREDN, “e nós pretendemos que continue sendo assim, para que possamos viver em uma sociedade pacificada e próspera”. Segundo ele, “as Forças Armadas são parte essencial à vida democrática do nosso país. O que fica, para todos nós, é o compromisso solene e reiterado do ministro da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas, de defesa, intransigente, da nossa democracia”, concluiu.
CÂMARA/montedo.com

Skip to content