Ofício da CPI informa que quem atendeu ao celular de Pazuello foi o coronel Élcio Franco, que assessorou o ex-ministro no Ministério da Saúde e atualmente é assessor especial da Casa Civil.
Marcela Mattos, G1 — Brasília
A secretaria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid foi orientada a procurar o Exército para conseguir convocar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a prestar depoimento.
Pazuello é general de divisão e no último dia 23 de abril foi transferido para a Secretaria-Geral do Exército.
A convocação, porém, não tem relação com a área militar, e sim com o período em que o general esteve à frente do Ministério da Saúde, entre maio de 2020 e março de 2021.
Conforme ofício assinado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a área técnica da comissão de inquérito ligou para Pazuello no último dia 30 em seu celular pessoal.
De acordo com o texto do documento, a ligação foi atendida pelo coronel Élcio Franco, que ocupou a secretaria-executiva do Ministério da Saúde enquanto Pazuello era ministro. No último dia 23, Franco foi nomeado assessor especial da Casa Civil.
Segundo o ofício, Franco orientou a área técnica da comissão a encaminhar a solicitação à Secretaria-Geral do Exército.
“Conforme contato realizado pela Secretaria desta Comissão hoje, às 9h23min, no número de telefone celular pessoal do general Eduardo Pazuello, em ligação atendida pelo Coronel Élcio Franco, foi-nos orientado que a convocação do referenciado general para prestar depoimento perante a comissão deveria ser encaminhada diretamente a esta Secretaria-Geral do Exército”, consta em ofício encaminhado pelo CPI da Covid.
Pazuello deveria prestar depoimento nesta terça-feira (4). No entanto, ele encaminhou à comissão ofício informando que teve contato com dois servidores do Executivo federal que estavam infectados com Covid.
Ele sugeriu que a audiência fosse realizada de maneira virtual ou adiada. A CPI decidiu reagendar o depoimento de Pazuello para o próximo dia 19.
O ofício de Pazuello em resposta à CPI foi enviado pela Secretaria-Geral do Exército.
A cúpula da CPI vem tentando dissociar a investigação de Pazuello das Forças Armadas.
Ao blog da Ana Flor, Aziz disse que a comissão “não vai colocar o Exército como investigado porque isso só interessaria a uma pessoa”.
“É o que o Bolsonaro quer”, disse o presidente da comissão.
Na manhã desta quarta-feira (5), o senador Omar Aziz contou que entrou em contato com o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, na última segunda (3), véspera do depoimento do ex-ministro da Saúde.
Ele disse que, no telefonema, reforçou que a convocação de Pazuello não tinha relação com as Forças Armadas.
“O Exército Brasileiro não está sendo ouvido na CPI. Disse ainda [ao comandante do Exército] que, nesse sentido, era importante a gente separar as coisas, para que não se colocasse dúvida da participação do general Pazuello. Fiz isso como presidente da Comissão, para que não haja nenhum desentendimento entre instituições. Não seria o Exército Brasileiro que estaria aqui”, disse Aziz.
‘Protocolo’ e ‘sob vara’
Ao G1, na tarde desta quarta-feira, o presidente da CPI disse que a medida faz parte de um “protocolo”.
“Nós tínhamos que comunicar a Secretaria do Exército para pudesse autorizar o general da ativa a vir à CPI. Isso é protocolo, é assim que funciona”, afirmou Omar Aziz.
O senador voltou a afirmar que comunicou ao comandante do Exército que não são as Forças Armadas que estão sendo convocadas e sim o ex-ministro.
“É importante para que não haja nenhum desentendimento e para que as pessoas não entendam que o Exército está em julgamento ou sendo ouvido”, disse Aziz.
O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tem uma visão diferente.
“Não vejo necessidade de pedir autorização ao Exército. É uma comissão de inquérito, é um inquérito. Um delegado pede autorização de alguém para convocar? Não. Nós somos delegados, nós estamos dirigindo um inquérito, um processo inquisitório. São depoentes, testemunhas convocadas”, afirmou.
Randolfe disse ainda que, se Pazuello não comparecer no próximo dia 19, poderá haver um pedido de convocação “sob vara” – ou seja, com ordem judicial. “A CPI está aí para isso”, afirmou.
G1/montedo.com
Respostas de 13
poderá haver um pedido de convocação “sob vara”
A que ponto chegamos.
Desmoralização total.
Daqui a pouco veremos general chegando pra depor à base de chicote.
Parabéns Bolsonaro.
Segue o assassinato de reputações com as FFAA sendo cupinizada pelas beiradas. Renan e Aziz, dezenas de processos, protegidos e autorizados pelo STF, exaurindo recursos públicos para enlamear as lideranças que despontam para que não tentem alçar maiores cargos públicos.
Quer dizer então, que, por conta da “sapiência” em regulamentos militares, do senador Randolfe, o militar da ativa simplesmente é convocado para depor em um inquérito fora do seu âmbito militar, o mesmo vai aleatoriamente sem que seus superiores saibam? É isso?
Se um ministro do STF pode ser convocado pra depor numa CPI, um mero general graduado em ciências militares não pode.
Tanto pode que o ministério da Defesa ou Cmt do Exército não indicou qualquer contrariedade com regulamento interno da Força (estava fora da Força).
O general foi convocado pela sua gestão no ministério da Saúde, e não como ex Comandante da 12ª Região Militar.
Rodrigão, o Senhor deve ser um Cabo QE dos anos 80′, correto, e na Reserva há uns 30 anos, não é mesmo, provavelmente sim.
Brincadeira.
Com todo o respeito à sua opinião, e sem ofensa.
1)Vc não entendeu o meu comentário. Onde está que eu tenha dito que um general não pode ser convocado?
2)Ainda que eu fosse um CABO QE dos anos 80, e na reserva há uns trinta anos, isso não me depreciaria e não me sentiria envergonhado por isso.
3)Vc sem dúvida subestima os mais velhos e os considera como subgente e incapazes e, com esse ilação os deprecia.
4)Sem dúvida vc é jovem e julga que o mundo começou com vc.
Sem ofensa, fica aqui a minha resposta sem nenhuma mágoa e, respeitando vc e as regras deste espaço onde interagimos.
Esse tal de dpvat é um ser do Pantano tudo que o governo faz ele é contra inclusive quando o governo extingui o dpvat e o pardais eletrônicos com ação para impedir. O cara tem um ódio de todos que vestem fardas.
Uma pergunta de seleção:
Pazuzu irá fardado a CPI do Covidão?
Que situação vexatória fardado ou não.
Pazuello é conhecido por ter pavio curto, todo nervosinho, e se irrita facilmente.
Agora imaginem a cena dele fardado e perdendo a linha com o outro irritadiço Randolfe Rodrigues.
Sem falar dos ataques do probo Renan Calheiros.
Tenho certeza que Pazu a fim de tentar associar-se ao Exército e ‘intimidar’ os senadores irá à CPI fardado ‘de general 3 estrelas’.
Penso que este tiro, a decisão de armar-se do uniforme de general, sairá pela culatra.
Os senadores entenderão que a intenção de Pazuello é usar a imagem do Exército e como ação intimidatória .
Irá aumentar a sana de tentar desestabilizá-lo mentalmente, e assim, enfraquecê-lo.
Pazuello trará milhões de gráficos e longas explicações teóricas, mas aposto que vai aloprar, não admitirá ser intimidado.
Isso tudo ao vivo e a cores, parabéns Bolsonaro por tanta exposição negativa do Exército.
Vergonha, mil vezes vergonha!
Bolsonaro é esperto, não desenrolou um cargo com Foro Especial por prerrogativa de função no STF para o comedor feroz de big coxinhas.
Mas o trouxe de Manaus pra bem pertinho a fim de ficar de olho pra ver o que o general irá declarar na CPI.
Pazuello sabe que tanto ministro da Defesa, Cmt da Força e Bolsonaro lavaram as mãos.
Pazuello só na cova dos leões.
Tomara que o probo senador Renan Calheiros o receba com duas dúzias e um ‘litrão’ de Coca-Cola, e Pazuello entregue o esquema, que chute o balde, e que não pague sozinho por este total descaso e prevaricação no combate a pandemia por este governo.
Entrega Pazuello, nosso general 5 estrelas, um quase marechal de campo.
Pazuello pra presidente 2022.
Não se pode deixar de prever que caso venha a luz durante inquirição de Pazuello na CPI, algum fato novo que venha a desabonar e causar alguma humilhação ao general FARDADO.
O Exército saíra deste episodio humilhado também.
Lembro que Pazuzu já responde inquérito da PF a pedido do MPF sobre sua prevaricação no morticínio em Manaus.
E querem que o Exército não se envolva? Qual é o círculo hierárquico dele mesmo?
Como não se envolve, o cara é general da ativa, subserviência total ao capitão cloroquina.
A “mer…” já está feita.
Li todos os comentário e faço a seguinte pergunta. O cara é um General com os maior curso de combatente do EB, hipoteticamente ele foi preparado para passar perrengue vamos esperar o dia para ver o bixo que vai dá. Sem falar que esse senadores são um bando de desqualificados e analfa…