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Os movimentos mostram um perfil diferente dos anteriores e indicam preparação de ações de influência no Arco Norte do Brasil, focando a situação política interna brasileira e o contexto geopolítico internacional.

Imagem de membro do GRU capturada em Santa Elena do Uairen, Venezuela.

Equipe DefesaNet
Depois do escândalo das maletas de grampo em Brasília, que não foram compreendidos os riscos na sua extensão, fontes de inteligência do governo foram alertadas, que assessores militares russos estão operando juntamente com militares e integrantes da Guarda Nacional da Venezuela na fronteira com o Brasil.
Antenas de interceptação de sinais eletrônicos e de comunicações foram instaladas, em Santa Elena do Uairen, cidade fronteira ao município brasileiro de Pacaraima/RR. Os sistemas podem quebrar a criptografia, grampear e interferir (jamming) em comunicações do Exército Brasileiro e das aeronaves militares que voam na região.
Foi relatado também que sistemas táticos de vigilância aérea (SARPs categoria 1 e 2) fabricados na Rússia realizam missões de reconhecimento rotineiramente na fronteira entre os dois países.
Segundo um diplomata estrangeiro acreditado em Brasília, os russos pertencem ao GRU, que significa Inteligência Militar, que opera no Exterior, ou simplesmente serviço de inteligência das Forças Armadas russas. Alguns deles estiveram envolvidos nas operações ilegais que culminaram na anexação da Crimeia e nas guerras no leste da Ucrânia e na Síria. O GRU é o principal braço do Kremlin em ações de Guerra Híbrida.
Atualmente, nem o Exército Brasileiro ou a Força Aérea têm equipamentos de guerra eletrônica capazes de identificar as emissões, geolocalizar e neutralizar os sistemas instalados no lado venezuelano da fronteira, carecendo de meios e capacidades para proteção da rede de comunicações militares na região. Apesar do problema, uma previsão de aquisição de sistemas que traria as capacidades necessárias não é vista como prioridade pelos decisores militares.
Fonte diplomática afirmaram à DefesaNet, que o ataque cibernético vindo da Venezuela, pode ter sido a causa do apagão no Amapá (Novembro 2020), que teve repiques posteriores.
Atualmente o sistema do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), está fora de acesso para os magistrados e público por um ataque hacker, a que tudo indica vindo da Rússia e que capturou o acesso a todo o sistema criptografando os arquivos.
No dia 19 de abril, os adidos militares da Rússia e da China compareceram a um evento na Embaixada Venezuelana em Brasília, organizado por funcionários do regime de Maduro. A presença dos militares foi vista com desconforto por integrantes do governo, e alguns entenderam como um ato provocativo.
Enquanto todo o Governo Brasileiro (Militares e Ministérios da Justiça e Segurança Pública, Relações Exteriores, Saúde, etc), continua com hercúleo esforço da Operação Acolhida, que já internalizou 50.000 venezuelanos e tratou mais de 1.000.000 de pessoas, é praticamente desconhecida da população.
A catatônica comunicação do Governo Federal, tem permitido que o Governo de Maduro realizações Operações Psicológicas e de Propaganda no Arco Norte, em especial vide o caso da crise de Manaus.
Urge uma ação em dois planos (militar e de inteligência) para fortalecer o Arco Norte Brasileiro e minimizar as ações de desestabilização conduzidas com apoio de próprios agentes governamentais como por vários governadores estaduais.
O Arco Norte entrará no planejamento estratégico e político, pois a inteligência prevê inúmeras ações de influência, a novidade que estas poderão ser diretas com a participação russa, e também via seu aliado continental o Governo Bolivariano da Venezuela.

Contingente da 11ª Operação Acolhida, formada por 635 militares do Exército Brasileiro, sendo 534 do Comando Militar do Sul, formada no 18º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), dia 29 ABR 2020. O embarque para Roraima começou no dia 30 ABR. Foto CMS 

DEFESANET/montedo.com

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