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Carla Araújo
Do UOL, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro já informou ao almirante Flávio Rocha, que vinha acumulando o comando da Secom (Secretaria de Comunicação) e da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), sua decisão de substituí-lo da área que cuida da comunicação do governo.
A informação foi confirmada à coluna por dois auxiliares do presidente que admitiram que a decisão de Bolsonaro teve influência da chamada ala ideológica do governo e, principalmente, do vereador Carlos Bolsonaro, que estaria insatisfeito com o trabalho do Almirante.
Outra fonte ligada ao presidente salientou que o fato de o almirante estar acumulando as duas funções vinha aumentando a pressão para que o presidente indicasse outro nome para a SAE. Com isso, para preservar a sua função no órgão estratégico, o almirante preferiu se desligar da Secom.
Rocha estava de forma interina no cargo desde 11 de março quando Bolsonaro demitiu Fábio Wajngarten. O militar, que ainda é da ativa, chegou ao posto ao ganhar a confiança do presidente e também do ministro da Comunicações, Fabio Faria.

PM é cotado para o cargo
Segundo um auxiliar do presidente, o nome mais cotado para o cargo é do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal André de Sousa Costa, amigo do ex-ministro da Secretaria-Geral Jorge Oliveira e que já ocupa um cargo de assessor-chefe adjunto no gabinete da Presidência.
O militar foi uma indicação de Jorge Oliveira, atualmente no TCU (Tribunal de Contas da União), que levou Costa a trabalhar no governo ainda quando era ministro palaciano.
Costa tem ligações também com os filhos do presidente e já trabalhou com o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Almirante “sombra”
Amigo de Bolsonaro e apelidado de a “sombra do presidente”, Flávio Augusto Viana Rocha teve uma ascensão meteórica dentro do Palácio do Planalto.
Rocha chegou à cúpula do Executivo federal no começo do ano passado e, pouco depois, foi designado para comandar a SAE (Secretaria de Assuntos Especiais), pasta que passou a ser subordinada diretamente à Presidência em fevereiro de 2020. A promoção ocorreu no período em que os militares começaram a isolar politicamente bolsonaristas tidos como a ala ideológica do governo.
Seu perfil é descrito por seus interlocutores como “discreto”, “sociável” e “apaziguador”.
Nnatural de Fortaleza. Ele já atuou como instrutor na Academia Naval dos Estados Unidos, em Annapolis (Maryland); foi diretor do centro de Comunicação Social da Marinha; e também subchefe de Estratégia do Estado-Maior da Armada.
O militar conheceu Bolsonaro em 2002, quando ocupava o posto de assessor parlamentar da Marinha na Câmara. À época, o atual presidente exercia mandato de deputado federal.
Entre as principais condecorações recebidas por Rocha na carreira militar estão a Medalha do Pacificador, a Ordem do Mérito Ministério Público Militar, a Ordem Nacional do Mérito da Marinha Francesa e a medalha Navy And Marine Corps Commendation Medal (Marinha dos Estados Unidos).
UOL/montedo.com

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