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Expedição diz ter realizado o mergulho mais profundo da história para chegar ao navio de guerra USS Johnston, que naufragou em 1944 após ataque das forças japonesas. Embarcação estava a 6.500 metros de profundidade.

Uma expedição nas Filipinas encontrou os restos de um navio da Marinha dos Estados Unidos que afundou durante a Segunda Guerra Mundial, no mais profundo mergulho da história em busca de uma embarcação naufragada, disse neste domingo (04/04) um membro da equipe.

Equipe diz que localizou dois terços da parte dianteira do navio, intactos, com o número “557” no casco ainda visível

“Acabamos de dar o mergulho mais profundo da história para encontrar os destroços principais do contratorpedeiro USS Johnston”, disse Victor Vescovo, fundador da empresa americana Caladan Oceanic e piloto do submarino que localizou o navio.
A embarcação estava situada a quase 6.500 metros abaixo do nível do mar. “Localizamos dois terços da parte dianteira do navio, de pé e intactos, a uma profundidade de 6.456 metros. Três de nós, em dois mergulhos, examinamos o navio e prestamos homenagem à sua valente tripulação.”

Torres de artilharia e vários suportes de canhão continuavam em seu lugar de origem

A equipe filmou, fotografou e estudou os destroços do USS Johnston na ilha de Samar durante dois mergulhos de oito horas no mês passado, segundo informou a Caladan Oceanic, uma companhia privada de tecnologia submarina com sede no Texas.
O navio de 115 metros de comprimento naufragou em 25 de outubro de 1944 durante a Batalha do Golfo de Leyte, considerada a maior batalha naval da Segunda Guerra, quando as forças americanas buscavam libertar as Filipinas – então uma colônia dos EUA – da ocupação japonesa.

Expedição encontrou a proa, a ponte de comando e a parte central do navio intactas

Apenas 141 dos 327 tripulantes do USS Johnston sobreviveram, de acordo com os registros da Marinha americana.
A localização do contratorpedeiro no mar das Filipinas foi descoberta em 2019 por outro grupo de expedição, mas a maior parte dos destroços estava fora do alcance do veículo usado na época, operado remotamente.
Agora, a expedição financiada pela Caladan Oceanic, a bordo de um submarino tripulado, encontrou a proa, a ponte de comando e a parte central do navio intactas, com o número “557” no casco ainda visível. Duas torres de artilharia, pontos de reserva de torpedos e vários suportes de canhão continuavam no mesmo lugar, afirmou a equipe.
O historiador e navegador da equipe Parks Stephenson afirmou que os restos do navio resistiram bem aos danos infligidos durante a intensa batalha há mais de 75 anos.
“Ele foi atingido por disparos do maior navio de guerra já construído – o Yamato, da Marinha Imperial Japonesa – e disparou de volta ferozmente”, afirmou Stephenson.
DW/montedo.com

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