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Claudio Dantas, Diego Amorim e Wilson Lima
O Antagonista apurou que o Centrão pediu a cabeça do ministro Eduardo Pazuello em troca de não abrir a CPI da Covid. O movimento foi antecipado AQUI no início do mês. A saída de Pazuello foi apoiada pela ala militar, irritada com o desgaste que a pandemia provocou à imagem das Forças Armadas.
Pazuello também é alvo de apuração na PGR por suspeita de negligência no enfrentamento da pandemia, depois do caos instalado em Manaus por falta de oxigênio.
Bolsonaro estaria disposto a entregar o Ministério da Saúde a Ricardo Barros (Progressistas), líder de seu governo na Câmara, que comandou a pasta na gestão Temer ou a um outro nome indicado pelo Centrão. Mas Barros não quer descascar o abacaxi em um momento de pico da pandemia.
Um dos possíveis candidatos é o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), nome apoiado por Arthur Lira, que presidiu a comissão da Covid-19 na Câmara e hoje é presidente da Comissão de Saúde. Outro nome cotado é o da cardiologista Ludhmila Hajjar, que tem o apoio da classe média e levaria vantagem por ser mulher — por outro lado, o presidente quer alguém totalmente alinhado e com trânsito político para evitar um novo Nelson Teich. O nome do deputado Hiram Gonçalves (PP-RR), que é médico, não é descartado.
A ideia do presidente, porém, é dar um cavalo de pau na política de enfrentamento da Covid, que vem derrubando a economia e sua popularidade. Bolsonaro, que tem 65 anos, já avisou que, quando a campanha de imunização chegar na sua faixa etária, ele vai tomar a vacina da Fiocruz.
0 Antagonista/montedo.com

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