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Unidade referência no tratamento a pessoas com o novo coronavírus recebe cerca de dez militares. Trabalho de salvar vidas teve índices de aproveitamento superiores às médias nacionais

A UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, está recebendo pacientes com Covid-19 provenientes das cidades de Manaus (AM) e Boa Vista (RR) em estado grave. Os militares acometidos da doença começaram a chegar em meados de janeiro. O número total de militares a serem deslocadas para o DF era por volta de dez, da Marinha, Exército e Aeronáutica.
De acordo com o médico-intensivista Michael Horta, coordenador médico, a pandemia do novo coronavírus é um grande desafio para toda a humanidade. Ele fala sobre a importância do abastecimento de oxigênio para uma UTI. “A falta de oxigênio é um dos piores cenários possíveis no âmbito de uma UTI. A situação é comparável apenas à falta de fornecimento de eletricidade e sem um gerador disponível. Felizmente, aqui, estamos preparados e com um índice altíssimo de resultados positivos”, destacou.

Números são positivos
A UTI Covid-19 na unidade é referência no País. A gestão de pessoal é feita pela Domed, empresa especializada na área de saúde. Entre junho, mês em que o trabalho teve início, e dezembro de 2020, foram admitidos na UTI 292 pacientes. Desses, 191 tiveram alta da unidade com vida. Esse índice de 65,5% de vidas salvas coloca a UTI do HFA entre as melhores do País.
O Score de Mortalidade Reajustada, ou taxa de mortalidade, ao longo do período de atividades ficou em 0,4, ao passo que a média dos hospitais privados é de 1,17. A rede pública tem taxa de 2,11. Esse índice é calculado levando-se em conta o número de pacientes em relação à população.
Toda essa qualidade no atendimento é percebida por pacientes e familiares. A pesquisa de satisfação NPS no mês de dezembro teve 100% das avaliações com nota máxima.
Além das dificuldades no fornecimento de insumos, a pandemia do coronavírus trouxe consigo um desabastecimento generalizado de recursos humanos na área de saúde. Mas esse foi um desafio contornado na UTI Covid-19 do HFA. “Fizemos um verdadeiro ‘intensivão’ para criar intensivistas. Promovemos treinamentos reforçados, criamos novos hábitos e triplicamos todos os cuidados”, explica o Dr. Michael Horta. “Isso para proteger tanto os pacientes quanto os próprios profissionais. Mas deu certo”, completa.
Sobre a chegada da vacina, o Dr. Horta destaca que não é hora de descuidos quanto às medidas preventivas pessoais. “Agora que a imunização é uma realidade, a prevenção é mais importante ainda. Pois agora a população sabe que será vacinada, é uma verdade, e acreditamos que o mais breve possível todos estejam imunizados. Então, alerto à sociedade para que todos façam tudo o que puderem para preservar sua saúde”, enfatiza.
“Sabemos que cada vida é importante, e lamentamos cada uma das perdas ocorridas em todo o planeta. Estamos fazendo nossa parte para que as famílias possam ter seus entes de volta, com vida e com saúde”, finaliza Michael Horta.
METRÓPOLES/montedo.com

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