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Após exclusão, Mourão se reúne com ministros para anunciar mudanças na Amazônia
Caio Junqueira, CNN

No dia seguinte à reunião ministerial conduzida pelo presidente Jair Bolsonaro sem que Hamilton Mourão sequer fosse convidado, o vice-presidente se reunirá com quinze ministros de estados em uma reunião do Conselho da Amazônia.
Mourão irá informar que as Forças Armadas deixarão de comandar a operação de fiscalização da Amazônia a partir de 30 de abril.
“Estamos preparando um prosseguimento com ênfase nas agências civis. Será divulgado amanhã após a reunião do Conselho”, disse Mourao a CNN
Intitulada Operação Verde-Brasil 2, ela teve início no dia 11 de maio de 2020. A reunião já estava prevista desde dezembro.
Com o fim da operação, na prática, a fiscalização da Amazônia voltará a ter comando prioritário pelos órgãos ambientais como Ibama e ICMBio, ambos vinculados ao Ministério do Meio Ambiente.
No ano passado, chegou a dizer que esses órgãos estão sucateados e sem capacidade de fiscalizar por terem perdido praticamente metade dos seus agentes. Além disso, Mourão irá apresentar aos ministros um plano para que cada ministério tenha responsabilidades específicas com a região.
A decisão de Mourão de não renovar a Verde Brasil pode criar constrangimentos para o governo. O motivo é que segundo dados do próprio Conselho da Amazônia, a operação conseguiu reduzir em 17% o desmatamento na Amazônia no segundo semestre de 2020.
Segundo dados do próprio Conselho da Amazônia, a redução do desmatamento no segundo semestre de 2020 foi de 17% em comparação com 2019. Como o próprio Mourão tem feito alertas de que as agências ambientais estão sucateadas, há dúvidas dentre militares se será possível manter esses índices.
Além disso, a saída dos militares será concomitante à reunião da cúpula global do clima, convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para o dia 22 de abril.
CNN Brasil/montedo.com

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