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Jorge Luiz Cruz da Silva atua como assessor especial; ele é suspeito de recrutar outros militares como ‘mulas’ para esquema. Paco Britto informou que vai exonerar servidor; G1 tenta contato com defesa do sargento.

Marcelo Parreira, TV Globo
Em 2019, sargento brasileiro foi preso com cocaína em voo da corporação, na Espanha; G1 aguarda posicionamento da Força Aérea. Agentes também apuram esquema de lavagem de dinheiro.
O militar da Aeronáutica suspeito de envolvimento no esquema de tráfico internacional de drogas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) é funcionário do gabinete do vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto. A informação foi confirmada ao G1 pelo Palácio do Buriti.
Militar da Aeronáutica é preso com drogas em aeroporto na Espanha; Ministério da Defesa abre investigação
A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que o sargento Jorge Luiz Cruz da Silva seja o responsável pelo recrutamento de militares como “mulas” para usar as aeronaves com fins ilícitos. A reportagem tenta contato com o militar e com a defesa dele.
Por meio de nota, no início da manhã, o governo do DF informou que Paco Britto “já tem conhecimento do fato” e que vai decidir o que fazer “após conversar com o servidor'”. No portal da transparência da capital federal, Jorge aparece no cargo de “assessor especial” e tem salário bruto de R$ 8.246.

ATUALIZAÇÃO: após a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa do governo do DF informou, em nota, que Paco Britto assinou a exoneração do militar. De acordo com o texto, o ato será publicado no Diário Oficial do DF. “O servidor será exonerado para que todos os fatos sejam apurados. Luiz Cruz era servidor da Secretaria de Esporte do DF antes ser transferido para o gabinete do vice-governador”, informou.

O servidor foi nomeado em maio do ano passado, portanto, quase um ano após a prisão do sargento Manoel Silva Rodrigues, detido na Espanha em junho de 2019, com 39 quilos de cocaína em avião da FAB (relembre abaixo).
A investigação faz parte da operação Quinta Coluna, deflagrada nesta terça-feira (2). A Polícia Federal apura suposto esquema em que as aeronaves oficiais eram usadas para traficar drogas. Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro por parte da associação criminosa. Leia mais.
G1/montedo.com

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