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Robson Bonin
A orelha de Luiz Eduardo Ramos ardeu nessa semana durante um almoço com seis ministros organizado por Teresa Cristina.
Cristina e os colegas não engolem o ataque de Ramos aos cargos da Agricultura. Na avaliação dos ministros, o general promete cargos a deputados e senadores em troca de apoio na articulação política dos interesses do Planalto, mas quem tem que honrar as promessas de Ramos são eles, com cargos nas pastas.
Segundo um ministro, Ramos distribuiu postos entre caciques do centrão. Deu o “toma lá”, mas não levou o “dá cá” nas votações do Congresso. “É uma articulação cara e ruim”, diz.
Outra coisa que desagrada os colegas de Ramos é que ele faz tudo que Rodrigo Maia pede. A liberação de emendas parlamentares, por exemplo, é sempre mais generosa para amigos do presidente da Câmara, que defendeu o general recentemente numa briga com Ricardo Salles, do Meio Ambiente.
O grupo de ministros reunidos na semana passada também debateu formas de colocar o governo no trilho das bandeiras políticas prometidas na campanha. A leitura é de que o presidente se afastou de alguns temas por estar mal influenciado pelos políticos do Congresso e seus generais amigos.
RADAR(Veja)/montedo.com

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