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Paulo Ricardo da Rocha Paiva*
Emitindo minha opinião, de cidadão brasileiro e oficial reformado do Exército, direito garantido pela nossa Carta Magna, na posição de sentido e com a mão na pala. São da autoria do Presidente da República, chefe da nação, comandante-em-chefe das Forças Armadas, as seguintes assertivas: a primeira: – “Alcântara é p’ra vocês (americanos); a segunda: – “A Amazônia é muito rica. Temos muitas riquezas e gostaria muito de explorá-la junto com os Estados Unidos.” O primeiro vilipêndio ao sentimento de brasilidade foi proferido ainda antes da sua posse. O segundo, recentemente divulgado nas redes sociais, foi expelido já no decorrer do mandato, em Davos na Suíça.

Ambas as declarações em chamativa, lamentável e irrecorrível, na contra mão do que o capitão aprendeu como cadete em nossa Academia Militar, uma vez que renega o arraigado espírito patriótico e marcial das “Agulhas Negras”. Ë de imaginar o que deve ter pensado o seu ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional/GSI, que comandou o CMA.

A comunidade militar está, até agora, verdadeiramente aparvalhada, muda, incrédula sobre a natureza do convite feito, nada mais nada menos, do que à figura de Al Gore, justo aquele que, quando vice-presidente do seu país, vociferou, alto e bom som: – “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”. Acontece que o americano foi mesmo convidado, as provas são irrefutáveis.
É de se perguntar ao oficial do Exército, que pretende nos liderar, até que ponto para ele representa a “honra militar”? Justo aquela de um juramento sagrado feito no Pátio Tenente Moura da AMAN. Sim, porque não há como desdizer, o comandante-em chefe das FFAA, simplesmente, escancarou o País, atiçando a cobiça de uma potência militar estrangeira! O absurdo é tão gritante que existe gente querendo relativizar a loucura do morfético convite, como se o presidente tivesse uma “tirada infeliz”, dizendo aquilo “da boca para fora”, que ele não seria louco a tal ponto.
Ocorre que uma imagem de desequilíbrio mental já vem sendo patenteada por inúmeras declarações, as mais diversas, vomitadas tiranicamente “sem pé nem cabeça” desde que tomou posse. Não, não, que seja dito, o mesmo entreguismo, que reprovou em Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, vem sendo estampado por sua excelência, fato que é coroado de forma clara, indiscutível e insofismável, é só assistir aos vídeos na INTERNET, com o oferecimento de nossa Amazônia para exploração pelos EUA.
Em verdade, quando o “cheio de razão” Al Gore falou: – “A Amazônia é algo que me toca profundamente.” Nosso presidente, que vive alardeando sua preocupação com a posse da grande região norte pelo País, deveria ter respondido, com todas as honras e sinais de respeito, ao pretenso dono de nosso ecúmeno: -“Que grande coincidência! Também nos toca! É bom que os estrangeiros se mantenham à distância porque os que a cobiçam, se nela entrarem, não vão sair vivos.” Infelizmente o mandatário que nos governa não tem evidenciado nenhuma presença de espírito, haja visto as incontáveis sandices que profere, sempre na hora errada, comumente entremeadas por palavrões e demonstrações atávicas de insensibilidade face à pandemia que assola os brasileiros. Indignar-se é preciso!
*Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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