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Armamento apreendido em operações policiais seria desviado e vendido a colecionadores e clubes de tiro, de acordo com a investigação.

Bette Luchese e Leslie Leitão, RJ2
Uma operação da Desarme, da Polícia Civil do Rio, do Exército e do Ministério Público Militar apreendeu 83 armas em um endereço na Taquara, na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (31).
O imóvel é a sede da Guardian Segurança Vigilância, que pertence ao major da reserva da Polícia Militar Álvaro Fernandes Sabino. O RJ2 não conseguiu contatá-lo. Ele será intimado a depor.
Segundo os investigadores, algumas das armas foram apreendidas pela Polícia e tinham sido encaminhadas para o Exército para serem destruídas. Entretanto, elas acabaram “requentadas’ e foram vendidas a colecionadores e clubes de tiro.
“Armas que eram encaminhadas pro Exército para destruição acabavam voltando às ruas sem ser destruídas. A pessoa que adquire essa arma que deveria estar destruída é receptador”, afirma o delegado da Desarme, Rodrigo Coelho.
A operação foi o desdobramento de uma outra ocorrida em abril do ano passado, quando o tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida foi preso. Ele era o responsável pela fiscalização de armamentos no Rio e no Espírito Santo.
Entre as armas, algumas de grosso calibre: espingarda, rifle e até uma submetralhadora com silenciador, além de pistolas, revólveres e munição.
Havia também armas de uso restrito como munição de fuzil, silenciadores, carregadores com capacidade acima de 20 balas e armas sem numeração.
G1/montedo.com

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