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O senador Izalci Lucas continua jogando para a torcida, no caso da Lei 13.954/19, que reestruturou as carreiras
das Forças Armadas.
Depois de assistir impávido o ministro-general Ramos usar a pandemia, declarada em março pela OMS, para justificar o atraso de uma reunião que deveria ter ocorrido em fevereiro, o senador agora enviou um requerimento para a Defesa com três perguntas, para as quais ele já sabe as respostas. Confira aqui: DOC-Avulso inicial da matéria-20200727

Arrisquei-me a ajudar o senador. Vamos lá:
Pergunta 1 – Na reforma da previdência dos militares as pensionistas tiveram descontos significativos. Por que não foi aplicada a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) para as pensionistas das Forças Armadas, prevista no Art. 21, da Lei nº 13.954/2019?
R – Porque a VPNI só é acionada no caso de redução da remuneração bruta, e isso não ocorreu com nenhum militar ou pensionista. É o que está escrito no artigo citado pelo senador.

Pergunta 2 – Por que não foram disponibilizados os cursos de Altos Estudos para todos os graduados das Forças Armadas, uma vez que os cursos estavam previstos na Medida Provisória 2.215-10/2001?
R – Por que a carreira dos graduados não exigia tais cursos. 

Pergunta 3 – Por que os sargentos dos Quadros Especiais das Forças Armadas não podem ascender na carreira até a graduação de Suboficial?
R- Porque sua formação não os habilita para tal.

Tratam-se de legítimos segredos de polichinelo e o senador Izalci – que participou desde o início do processo que reestruturou as carreiras das Forças Armadas, e conhece a lei de cabo a rabo –  sabe muito bem disso. Como se diz no Rio Grande, está se fazendo de salame.

Dicionário gauchesco:
– Não te faz de salame: não seja sonso, não se faça de desentendido

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