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Poema escrito em 1975, pelo então 3° Sargento de Cavalaria Marco Pollo Giordani, em homenagem à senhora Francisca Osório de Mascarenhas, única neta ainda viva, àquela época, do general Manuel Luís Osório.

HINO A OSÓRIO
Marco Pollo Giordani*
Senhora Francisca Osório
De Mascarenhas – completo,
Com respeito, com afeto,
Neste xucro versejar
Tenho o prazer de ofertar
Minha sincera homenagem;
Que nesta simples mensagem
Um nome seja lembrado:
Heroico e fiel soldado
De inigualável coragem!

Tem a senhora essa honra
– No dizer deste poeta –
Gloriosa – de ser a neta
Do sempre imortal – glorioso,
Mais popular e ditoso
Dos generais brasileiros;
Ao brado de mil guerreiros
Entre tantos – ressurgia
Com a nossa Cavalaria
O primeiro entre os primeiros!

Manuel Luís Osório,
Própria imagem da bravura,
Lança aguerrida segura
E em nome do Império vibra;
Na espada – a honra e a fibra
De Itororó a Avaí…
A pátria viveu em ti
Aquela epopéia horrível…
Ó, campeador invencível
Das gestas de Tuiuti!

Tuiuti – caudal de sangue,
Cemitério guarani;
A própria História que li
Me disse: não houve igual
Outra batalha campal
Tão feroz e de igual porte;
Mais por bravura que sorte,
Ei-lo assim – desassombrado,
No flete amigo suado,
Zombando da própria morte!

Até me parece um sonho
De transcendente miragem
Versejar sobre a paisagem
De após-luta em solo ajeno;
Aquele perfil sereno,
Bastante penalizado,
Contemplando, desolado,
O tão cruel e dantesco
Colorar de sangue fresco
De valorosos soldados!

Até parece mentira
Que ao tinir da cutilada,
Naquela invencível espada
Um grito de paz – havia!
Pois ele – Osório – queria
Do fundo do coração
Poder gritar: meu irmão…
Eu quero fraternizar,
Boleia a perna, há lugar
Na roda do chimarrão!

Por isso – Dona Francisca,
Esse imortal seu avô,
Esse que Deus nos legou
Para nosso chefe e guia,
Que foi galgando hierarquias
Reculutadas na ação,
Tornou-se uma devoção
Obrigatória da raça
Daqueles que têm a graça
De ser de Cavalaria!

* Cavalariano de escol

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