Escolha uma Página

Esse estranho hábito que cultivo, o de formar opinião à partir de minha própria análise, tem me causado alguns dissabores nestes tempos de extremismo: melancia, vermelho, corrupto, esquerdista, comunista, canhoto, são alguns dos adjetivos com que sou brindado diariamente por comentaristas (anônimos, é claro!) aqui no blog. Vejam só, até de petista – a mãe de todas as ofensas! – já fui taxado neste espaço.
Ora, ora, ora! A cegueira que anima a claque que berra “Mito! Mito” ao ver Bolsonaro limpar o ranho com o braço e apertaR a mão de alguém é a mesma do bando de fanáticos que saudava com um “Bom dia, Presidente Lula!” o larápio contumaz e condenado, durante sua estada na prisão em Curitiba.
Estamos – pasmem! – diante do petismo de direita, eis que o fanatismo não escolhe ideologia. Ele transita à vontade pelos extremos do espectro político. Sobre isso, já disse Nelson Rodrigues:
– Nada mais cretino e mais cretinizante que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única capaz de imbecilizar o homem.
Imbecilização coletiva, lá vamos nós!

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