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A Revista Sociedade Militar informa que alguns deputados estão retirando suas assinaturas dos requerimentos 55 e 56, dos deputados Glauber Braga (PSOL/RJ) e Tiago Mitraud (Novo/MG), os quais solicitam que o Projeto de Lei 1645/19 seja analisado pelo plenário da Câmara. Se os requerimentos forem retirados, o PL vai diretamente para o Senado.
Ainda segundo a Revista Sociedade Militar, os apoiamentos estão sendo retirados a pedido do deputado Subtenente Gonzaga (PDT/MG), um dos mais ativos participantes da Comissão Especial que analisou a matéria.
Entre as razões alegadas por Gonzaga, está a de que as Forças Armadas dependem da aprovação do PL para que seus efeitos sejam gerados já no orçamento de 2020.

É assim que se faz
Pelo que se observa, a chamada “bancada da bala” deu uma verdadeira aula de estratégia política durante todo o processo. Pressionando Bolsonaro, conseguiram incluir as polícias militares estaduais em um projeto que era exclusivo das Forças Armadas, garantindo a manutenção da integralidade e da paridade e, na sequência, remeter a questão do tempo de serviço e do “pedágio” para as assembleias estaduais. Tudo isso, em meio à acenos às associações de graduados das Forças Armadas o que, pelo visto, não passou de jogo de cena.

Duvidam?
Prestaram atenção na fala do deputado Capitão Augusto (PL/SP), na sessão em que foram votados os destaques?
Ele alertou:
“- [Faço] um apelo para todos os deputados desta casa: quem assinar esse requerimento, recorrer no plenário estará recorrendo contra as polícias militares do brasil e contra o corpo de bombeiros da polícia militar do Brasil com certeza absoluta.
– Todos os parlamentares representantes da polícia militar na câmara são favoráveis ao relatório. Se recorrer ao plenário corre-se o risco da gente não conseguir votar ainda este ano, deixar para o ano que vem, que nós temos
eleições municipais que dificulta ainda mais.
– A polícia militar e os bombeiros militares do Brasil estão preocupados com esses parlamentares que estão assinando esse recurso para o plenário e vários deles já estão recebendo mensagens de parlamentares policiais e de policiais e bombeiros militares pedindo para que retirasse a assinatura.
– Então, fica aqui esse apelo para quem não assinou que não assine, pra quem assinou que retire, que com certeza absoluta esse pessoal vai estar votando contra as polícias militares, e bombeiros militares, o que também não
não vamos esquecer. Nós estamos pedindo encarecidamente: não adianta querer protelar mais! Não podemos colocar em risco, [devemos] aprovar esse relatório e mandar de forma terminativa ao Senado.
– Então fica aqui esse apelo para que a pessoa retira assinatura e falamos em nome não só dos parlamentares, o Presidente pode corroborar com isso aí.
– Em nome de todas as associações da polícia militar do Brasil de oficiais e praças, dos oficiais e praças do corpo de bombeiros, das associações de pensionistas, todos pedindo encarecidamente que esse relatório vai direto para o senado [porque] contempla os nossos anseios.”
No vídeo, a partir de 46min 54seg:

A conferir
Se o ímpeto anti-bolsonarista dos partidos de esquerda, aliado de ocasião ao liberalismo do Novo, serão suficientes para conter a pressão da “bancada da bala” e o interesse do governo e manter as assinaturas necessárias, levando os requerimentos ao plenário.

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