Golpista fingia ser sargento e cobrava até R$ 30 mil por ajuda em concurso


Suspeita dizia que era militar e afirmava que conseguiria facilitar entrada das vítimas nas Forças Armadas

Clayton Neves
Alzira de Jesus Araújo, de 40 anos, se passava por sargento do Exército e posava com farda nas redes sociais. (Foto: Polícia Civil)

Alzira de Jesus Araújo, de 40 anos, se passava por sargento do Exército e posava com farda nas redes sociais. (Foto: Polícia Civil)

Presa em Campo Grande no final da tarde desta terça-feira (27), Alzira de Jesus Araújo, de 40 anos, se passava por sargento e cobrava até R$ 30 mil por falsa ajuda em concursopara oficiais temporários e sargento do Exército. A prisão aconteceu após três meses de investigações do GOI (Grupo de Operações e Investigações da Polícia Civil) e da polícia Civil.

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Para passar credibilidade, Alzira andava fardada e exibia fotos vestida como militar nas redes sociais. Ao abordar as vítimas ela usava o nome de suposto tenente do Exército, que na realidade não existe, e dizia sobre três vagas abertas. Ela convencia que poderia ajudar interessados a conseguir o posto, mas para isso, exigia valores que segundo ela, seriam destinados ao pagamento de GRU (Guias de Recolhimento da União), que também eram falsas.

Desconfiadas, algumas pessoas procuraram a polícia que passou a investigar o caso. Não foram divulgados valores que Alzira teria conseguido com o golpe, no entanto, sabe-se que a suspeita cobrava entre R$ 15 e R$ 30 mil de cada pessoa. Até agora cinco delas foram identificadas e prestaram depoimento na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária) da Piratininga, responsável pelo caso.

Parte do material apreendido com a acusada. (Foto:Polícia Civil)

Parte do material apreendido com
a acusada. (Foto:Polícia Civil)

Investigação apontou que nem mesmo a filha da autora escapou do golpe. A jovem, de 22 anos, teria pagado R$ 3 mil à mãe com a promessa de que iria ser sargento do Exército. A jovem chegou a ser levada por ela em uma loja de artigos militares para escolher a farda que usaria quando tomasse posse. O mesmo foi feito com algumas das vítimas, quando era pressionada a agilizar a chamada, ou quando mais dinheiro era pedido.

Na casa de Alzira a polícia apreendeu botons, coturnos e diversas fardas do Exército.
com a promessa de facilidade no ingresso nas forças armadas, que procure a Depac Piratininga para registrar o fato.

CAMPO GRANDE NEWS/montedo.com

Respostas de 5

  1. Golpe antigo, mas ainda funciona, afinal, sempre haverá um brasileiro querendo se dar bem através da “lei de gerson”…os dois lados de uma mesma moeda.

  2. As “vítimas”( otários de ambos os sexos travestidos de “espertos”) também fazem parte ativa do “crime de estelionato” contra a União. Atenção pilantras,vagabundos e ” um sete uns” de plantão, isso dá cadeia!!! Tem um samba antigo onde é dito : ” Vai trabalhar, VAGABUNDO! VAI TRABALHAR! ( substitua trabalhar por ESTUDAR)!

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