MEC apoiará uso do Exército para administrar escolas municipais, diz ministro

Bolsonaro e Vélez Rodrigues (El País)

Segundo ministro da educação, gestão ficaria a cargo das PMs ou Exército

BOA VISTA
Fabiano Maisonnave

O ministro da Educação, RicardoVélez Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira (17) que a sua pasta apoiará prefeituras interessadas em militarizar a administração de escolas municipais, que ficariam a cargo de PMs ou do Exército.
À Folha, Vélez disse que a experiência tem sido bemsucedida em Goiás, onde cerca de 50 escolas estaduais são administradas pela PM, que implantou uma disciplina parecida à de quartéis e uniformes militares.
“Em comunidades que pedem apoio administrativo da Polícia Militar, o corpo docente continua o mesmo, a administração acadêmica continua a mesma, e o feedback nas comunidades é positivo. As pessoas, as crianças gostam disso, se sentem confortáveis”, afirmou o ministro, durante visita a Boa Vista para conhecer abrigos para imigrantes venezuelanos.
“Na medida em que as escolas municipais pedirem auxílio, as polícias ou as Forças Armadas da respectiva localidade respondem, e o Ministério dá apoio”, disse. Vélez afirma que, em regiões mais pobres, esse modelo pode ser implantado por meio do Exército. “Aqui na Amazônia, a presença do Exército tem sido mais firme. Os estados mais pobres não têm capacidade de deslocar a polícia. Mas, em outros estados, como Goiás, tem sido a polícia.”
Questionado se o assunto já havia sido discutido com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro respondeu: “A proposta é a a seguinte: menos Brasília, mais Brasil. Atender o cidadão do estado e do município. Na medida em que houver pedido, a gente atende.”
A militarização de escolas é uma promessa de campanha de Bolsonaro, que chegou a prometer que haverá ao menos uma para cada estado.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Respostas de 29

  1. Não sei se essa será uma boa opção. O EB tem profissionais competentes e capazes disso, mas a carga de responsabilidade sobre os ombros dos militares já é grande. Fazem de tudo pelo país, além das suas atribuições, e escolas municipais são de responsabilidades das prefeituras que as abandonaram. Além disso, ha uma quantidade grande de professores mal formados, sem atualizações e desanimados com o salário e condições de trabalho.O EB vai conseguir consertar isso? Sem verbas? Jogar as soluções pra cima dos militares pode não dar certo.

    1. Infelizmente vc não sabe como funciona as escolas administradas pelas PM nos estados. Normalmente é designada uma equipe de 6 a 8 militares. Sendo um coronel, 1 capitão/tenente e 4 praças (St/Sgt). Pela quantidade de militares encostados nas RM, ou em algumas OM, com 9 majores, 5 TC ou 16 SubTen, vc designar uma equipe por dois anos para uma escola, só tende a melhorar. A formação dos professores não é ruim. Ruim é o compromisso dos alunos e familiares com a escola. E detalhe a escola qdo se transforma em militar, toda a comunidade em volta ganha com isso. Até filho de bandido quer estudar lá.

  2. https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46927741?ocid=socialflow_facebook

    Quem introduz o tema aposentadoria ao diálogo com um militar tem que estar preparado para uma resposta que, invariavelmente, segue o mesmo roteiro: o argumento de que eles não fazem parte da Previdência.

    O script é adotado tanto pelos principais nomes das Forças Armadas – o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, general Edson Pujol – quanto pelos subordinados.

    “Tudo que se fala a respeito de Previdência Social não se refere aos militares. Este é o primeiro princípio legal que nós temos que pensar”, disse Pujol, no dia em que assumiu o comando da mais numerosa das três forças.

    Em entrevista à BBC News Brasil, na mesma semana em que assumiu o cargo, o ministro Fernando Azevedo e Silva disse que os militares não serão atingidos por uma reforma da Previdência “porque o militar não tem Previdência”.

    Essa discussão sobre a nomenclatura é uma forma de fugir do debate central, que é exatamente a necessidade de mudar as regras dos benefícios pagos a servidores inativos (militares e civis) e a aposentados da iniciativa privada, segundo o economista e sociólogo Marcelo Medeiros, vinculado à Universidade de Princeton, nos EUA, e à UnB (Universidade de Brasília).

    1. O militar não vai ser professor. O militar vai assumir a direção da escola. Os problemas das escolas está na direção e gestão. Onde os professores não tem respaldo da direção da escola para os alunos indisciplinados. O professor faz corpo mole por sentir ameaçados por alunos e pais de alunos.

  3. Governo fica bem na foto, empurrando na gente e gastando menos, porque aqui o choro ninguém escuta… o pracinha mais uma vez vai sangrar, essa novela todo mundo já sabe o final.

  4. Milicos preparem se para mais um grupo de honrosas missões que irão justificar suas permanências em pelo menos 35 anos de serviço. Lembrem-se de sempre utilizar em cada atividade ou instrução o seguinte jargão “para atingirmos os objetivos seguiremos o seguinte sumário”. E nada de “de pé um dois” afinal são pequenos paisanos cobertos pelo politicamente correto e direitos humanos.

  5. Querem comparar o sucesso dos Colégios Militares nos resultados do IDEB com os das escolas públicas municipais e estaduais. Covardia! Um professor municipal tem seu salário para 40 horas semanais em torno de 2000,00, que, invariavelmente estão atrasados e parcelados, como o caso de Minas Gerais, onde o 13º salário de 2017 ainda não foi pago e o de 2018 Zema dize que não sabe nem se vai pagar. Enquanto isso, num Colégio Militar do Exército, um professor civil ganha ao equivalente a um professor universitário de uma federal no inicio de carreira, nada menos que uns 7 mil reais. Os professores militares, como vocês sabem , entram como oficiais. Temos Mega-Estruturas, piscinas, alojamentos, esporte como equitação, judô, natação etc.etc.etc.

    Isto posto, a conclusão que se chega é que o custo aluno (Falando como professor que sou) de um Colégio Militar é 3 a 4 vezes maior que um aluno municipal/estadual.

    Queria ver uma comparação entre os resultados dos alunos dos Colégios Militares com os alunos das Escolas Técnicas Federais e afins. A estrutura é a mesma e a faixa salarial dos professores quase se equivalem. Neste sentido o que faz a diferença entre essas DUAS ESCOLAS PUBLICAS, as Federais e os Colégios Militares e as demais escolas estaduais e municipais não é a HIERARQUIA E A DISCIPLINA MILITAR, mas o investimento, a estrutura, a motivação e a valorização dos professores sempre bem remunerados.

    Ao invés de colocarmos em forma nossas crianças, fardá-las e submetê-las a uma estrutura hierárquica sem sentido para crianças não é o caminho correto.

    Vamos simplesmente cumprir o previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), ou seja, destinar 10º do PIB para a educação. Assim igualaremos o nível de nossas crianças e a partir daí poderemos falar em MERITOCRACIA.

    MERITOCRACIA entre desiguais é uma tremenda injustiça!

    1. Aconselho vc a dar uma olhada na folha salarial dos professores, por exemplo, do município de Duque de Caxias (RJ) e compare com o resultado no IDEB das escolas de lá. Na folha de pagamento existem professores ganhando de 5 mil a 12 mil reais, cinco mil é o mínimo para professor das séries de alfabetização.
      Município do Rio de janeiro paga 4 mil reais líquidos para professor de ensino fundamental, e não é pra cumprir 40 horas por semana não, pois muitos conseguem acumular mais uma matrícula (vínculo empregatício) em outros municípios da Baixada Fluminense. Esse papo de carga horária de 40 horas é fake, pois do contrário como seria possível acumular outras matrículas trabalhando durante o dia?

      “A virtude como base da educação”: https://youtu.be/3RyiyK0xh3w

  6. Quem vai se ferrar vai se os pracinhas e o motorista vai ficar com a economia da previdência, e tem colegas brigadando por 1,5 das pensões como e bobo este menino

  7. Porque não colocam a Polícia Federal ? A Receita Federal ? Os Professores das Universidades Federais para fazerem isso? Não somos todos iguais nas desvantagens? Essas atitudes destrambelhadas não nos enaltece, pelo contrário, passa a imagem de que realmente não temos o que fazer. Faça melhor! Autorize seus militares a lecionarem nas horas em que não estão cumprindo o expediente efetivo, e poderem acumular os salários de professor e de militar, legalmente. A fronteira, onde só os Pitbulls vão, e esse pessoal que só tem Federal no nome, e o contracheque gordo, esses cachorrinhos de madame, cãos guia de corruptos, que não sabem achar o lugar da cadeia, nem botam os pés, a fronteira teria um inestimável reforço na educação. Mediante o pagamento justo, pois essa sociedade, meu senhor, não valoriza nada de graça, e temos que parar de se comportar como menininhos em uma floresta de lobos.

  8. em 20 dias de governo

    o JB ja nomeou 40 oficiais generais “FAB EB MB” ,nos 1, 2 e 3 escalões,,,,ainda haverá mais nomeações ,,a conferir

    com melhorando os salarios das FA.

    estes mesmos of gen sao a favor da inclusao dos milicos na reforma

    enquanto isso …a tropa sofre

  9. Não adianta reclamar, senhores. Quem exercerá funções-chave ou de chefia serão Oficiais, já que Praça, mesmo com nível superior e escambau a 4, é visto como um “peão melhorado”, que apenas serve pra tapar buracos e ter seu diploma sugado pra trabalhar no lugar de Of enquanto este colhe os louros da missão bem cumprida (se der xabú, o pobre pracinha leva a culpa).

    E não adianta chorar, senhores. No campo de futebol chamado EB, os Of são os donos da bola, determinam as regras e até fazem gol de mão e o pracinha não pode reclamar, senão eles dizem: “tá achando ruim? sai do jogo (pede baixa)!”

    Praça Pensador

  10. O governo deveria convidar os militares que estão na reserva para assumirem esta função, praças e oficiais, desde de que tenham vivência no magistério. Conheci um oficial do QCO que, na reserva, passou fácil,
    e em primeiro lugar, em um concurso para um instituto federal de educação. Não pôde tomar posse por ser militar, mesmo na reserva, e hoje leciona em faculdades particulares. Acredito que ele e outros aceitariam trabalhar neste projeto. Quem não quer receber “algum” a mais?

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