Após sucessivos erros, general da ativa assume a comunicação do Governo

O general Otávio Santana do Rêgo Barros, escolhido para ser o porta-voz do governo de Jair Bolsonaro (Sargento Ageu Souza/Exército Brasileiro/Divulgação)

Bolsonaro escolhe general como porta-voz do governo
Otávio Santana do Rêgo Barros é chefe de Comunicação do Exército desde 2014. Indicação se dá depois de desencontros em declarações de presidente e ministros

João Pedroso de Campos
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu nesta segunda-feira, 14, que o porta-voz de seu governo será o general de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros, de 58 anos. Chefe do Centro de Comunicação do Exército desde 2014, Rêgo Barros terá como funções no novo cargo fazer pronunciamentos à imprensa e unificar o discurso do governo.
A indicação do general vem depois de duas semanas de informações desencontradas no Palácio do Planalto. Na falta de um porta-voz que alinhasse o discurso, Bolsonaro foi desmentido três vezes por subordinados em seus primeiros dez dias como presidente, sobretudo após declarações sobre economia, tema que ele já admitiu não conhecer em profundidade.
Em um texto que trata das mudanças nas comunicações, publicado no blog do Exército em julho de 2018, Rêgo Barros aborda a velocidade com que as informações se propagam e conclui que “a velocidade é cada vez mais importante também na manutenção da credibilidade e no fortalecimento da imagem das organizações”. Com respostas rápidas, diz ele, evita-se que “uma exposição negativa perdure”.
“Respondendo ou posicionando-se da forma certa – e aí não se trata somente de comunicação –, a resposta deve ter atitude compatível com os valores da Instituição. O erro, que poderia ser uma ameaça, transforma-se em oportunidade para que se reforcem as mensagens e se ganhe ainda mais credibilidade”, escreveu o general, citando uma hipotética situação em que o Exército deveria responder a uma notícia negativa.
Veja/montedo.com

Respostas de 7

  1. Para as forças armadas ficou quietinho, não pediu um centavo. Agora para os policiais é o primeiro a.se pronunciar. Engraçado, tenho uma dúvida, será que a única classe que tem que ser desvalorizada são as FA, pois todas as polícias seus chefes lutam por eles.

  2. Será? que vamos ver algum pracinha da ativa nomeado para algum cargo nesse governo, ou vamos continuar com as migalhas que nos relegam desde os tempos de Caxias. Lembremos que hoje, temos centenas de praças com mestrado, doutorado etc.

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