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Jovem diz que era acordado de madrugada com água gelada e recebia choques elétricos. Ele perdeu parte da capacidade respiratória. Comando da Aeronáutica afirma que apura o caso.
José Claudio Pimentel, G1 Santos
Matheus Caldas dos Santos afirma ter sido vítima de tortura enquanto recruta da Aeronáutica (Foto: Arquivo Pessoal) Matheus Caldas dos Santos afirma ter sido vítima de tortura enquanto recruta da Aeronáutica (Foto: Arquivo Pessoal)
Matheus Caldas dos Santos afirma ter sido vítima de tortura enquanto recruta da Aeronáutica (Foto: Arquivo Pessoal)
O universitário Matheus Antonio Fernandes Caldas dos Santos, de 21 anos, afirma que foi torturado e ameaçado de morte enquanto era recruta da Força Aérea Brasileira, em São Paulo, e pede na Justiça punição para ao menos sete militares, entre soldados, cabos, sargentos e tenente. A Aeronáutica diz apurar o caso.
Os supostos crimes teriam ocorrido em um intervalo de quatro meses, em 2016, dentro da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, e do 4º Comando Aéreo Regional, também na capital paulista. O jovem afirma que ficou com a capacidade respiratória comprometida, após perder alvéolos pulmonares em decorrência das agressões sofridas.
“Eu tinha a vontade de seguir a carreira do meu avô. Queria ser sargento de infantaria, mas meu sonho acabou depois de toda a violência pela qual eu passei. Nem para o meu pior inimigo eu desejaria isso”, desabafa Matheus. Atualmente estudante de Direito em Santos, no litoral paulista, ele se encorajou para fazer a denúncia.
Um ano após o alistamento militar, ele foi chamado pela Força Aérea para iniciar a carreira, conforme vontade própria. O histórico civil do novo militar era algo que chamava atenção: sem problemas de saúde e chegou a representar o país em disputas internacionais de caratê, esporte que ele conquistou a faixa preta e tornou-se profissional.
“Na base, em Guarulhos, durante uma atividade que envolvia flexão com vários recrutas, nos ameaçaram de nos molhar caso todos não cumprissem as metas. Eu era o xerife [aquele que recebe punição pelos outros]. Em mim, acabaram jogando água congelante pelo meu corpo todo e, em seguida, nos obrigaram a dormir molhados”.
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No dia seguinte, Matheus relata que acordou com febre e mal estar. Ele afirma ter solicitado ao superior para receber atendimento médico. Não o foi permitido, e o jovem foi obrigado a participar de uma nova atividade física, que foi interrompida após ele desmaiar e ter uma convulsão na frente de todos os colegas e oficiais.
Matheus foi encaminhado ao Hospital da Aeronáutica de São Paulo (Hasp) e, após ser medicado, retornou à base. “Mas, depois disso, eu só piorei. Comecei a vomitar sangue, desmaiei e voltei ao Hasp, mas dessa vez na UTI [Unidade de Terapia Intensiva]. Ligaram para a minha mãe dizendo que eu tinha morrido”.
O jovem permaneceu internado ao longo de uma semana, antes de receber alta para a base militar. “Ainda não estava bem. Voltei e tudo permaneceu da mesma maneira. À noite, eu era acordado ao me jogarem água fria, e me davam choques elétricos com teaser [máquina portátil]. Foram várias vezes. E eu não queria sair de lá”.
O recruta relata que sofreu ameaças de morte do superior direto, logo após algumas das agressões terem sido informadas ao comandante da unidade militar por familiares dele. “Minha mãe conseguiu o telefone do comando pela internet e contou a ele o que estava acontecendo. Ela estava desesperada. Chegaram a dizer a ela que é normal morrer em treinamento”.
A situação forçou a transferência de Matheus Santos para o 4º Comando Aéreo. “Ali, eu era destratado toda hora. Eu já estava sem capacidade respiratória e condição de realizar atividades físicas. Quando os oficiais de comando saíam de perto, oficiais superiores debochavam e me forçavam a situações embaraçosas”.
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G1/montedo.com
Respostas de 16
Serviu em 2016 e só agora em 2018 reclama ?
Entrou na faculdade os professores aconselharam a catar o dinheiro das forças armadas…
Professores comunas e petistas nojentos.
Deve ter dado muito trabalho.
Não justifica.
Claro esperto.
Mais um querendo uma boquinha! Ganhar sem trabalhar.
Hoje estou no Exercito, mas já servi na Infantaria da Aeronáutica, no final da década de 90, e posso dizer com propriedade,que lá eles não tem a mínima noção de segurança e cuidado com os instruendos.
Apesar do que muitos pensam, os campos, trotes e exercícios operacionais da FAB são muito mais rigorosos do que no EB, exatamente por essa falta de controle, onde qualquer Cb ou Sd antigo fica responsável por pelotões de soldados e a cultura do trote é repassada de turma para turma. Não duvido que esse ex militar esteja falando a verdade.
Também estive na FAB em 99-01 e não vi isso. Também sou do EB é o que mais vejo é militar temporário querendo ser reformado e isso deve está se espalhando nas outras forças. Se fosse nos Fuzileiros eu até acreditaria, mas na FAB?
Leite com pera, ovomaltino…
Não deve ter sido nada fácil esse acampamento de escoteiro.
Esse é o problema do brasileiro, se acha esperto demais, deveria estudar, produzir em prol do país, tentar ser digno, mas não, prefere a baixaria, o caminho fácil, simplesmente uma vergonha, garoto sem moral, ridículo.
Nutelalalalalalalalalala
Ta querendo receber uma grana…
Duas coisas
1 se sofreu maus tratos e ficou sequelado a justiça vai saber avaliar e se for o caso reparar o dano.
2 geraçao nutella não aguenta um trote nem pagar.