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Tropas brasileiras no Haiti rumam ao norte para ajudar população durante passagem do Irma
Decisão foi tomada depois de autorização dada pela ONU para estender a atuação dos militares brasileiros na Minustah, que terminou na quinta-feira
Haiti - Bairro de Santo Cristo
Bairro de Santo Cristo foi criado após a invasão de pessoas que ficaram desabrigadas com o terremoto de 2010
Foto: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
Luciana Garbin
Tropas brasileiras no Haiti devem seguir ainda nesta quarta-feira, 6, para a região de Saint-Marc, no norte do país, para ajudar a população durante e após a passagem do furacão Irma.
A decisão foi tomada depois de autorização dada pela ONU para estender a atuação dos militares brasileiros na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), que terminou na quinta-feira 31.
“Após a passagem do furacão, prosseguiremos para o apoio à população: desobstrução de estradas, ajuda humanitária, etc”, explicou o comandante da Companhia de Engenharia da Força de Paz (Braengcoy), Anderson Soares do Carmo.
A expectativa é de que o furacão atinja o norte do Haiti na quinta-feira, mas os efeitos devem ser sentidos também na capital, Porto Príncipe, mais ao sul.
Segundo a Seção de Comunicação Social do Batalhão Brasileiro, são esperados inundações e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas e ondas no litoral norte do país, além de problemas causados pelos fortes ventos, que devem atingir o Haiti a 120 km/h.
Em 2016, o Furacão Matthew deixou mais de mil mortos no Haiti. As tropas brasileiras foram importantes na ocasião para, entre outras razões, desobstruir vias para que a ajuda humanitária pudesse chegar à população mais atingida, e fazer a segurança dos comboios com água e alimentos.
Nos últimos meses, foi feita uma série de reconhecimentos de partes do Haiti porque já se tinha a informação de que a temporada de furacões neste ano poderia ser mais intensa que a de anos anteriores.
“A gente sabe por exemplo que, bem ao norte do país, há uma região montanhosa com tendência a deslizamentos e quedas de pontes”, explica o comandante Anderson. “Então devemos levar, entre outros equipamentos, escavadeiras e tratores de esteira para desobstruir vias.”
O Estado de S.Paulo/montedo.com
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