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Jovem morre após ser baleado por militar da Marinha na zona norte do Rio
Vítima furou bloqueio e atropelou batedor que fazia segurança de carreta 
Rio – Um jovem morreu após ser baleado por um militar da Marinha na noite desta sexta-feira (11), na Ilha do Governador, zona norte do Rio. A vítima foi identificada como Felipe Jordão da Silva Ferreira, de 21 anos. Segundo testemunhas, Felipe foi atingido por um disparo depois que furou um bloqueio e atropelou um batedor que fazia a escolta de uma carreta.
De acordo com familiares, o jovem trabalhava como cobrador de transporte alternativo. Parentes e amigos se desesperaram quando foram informados sobre a morte do rapaz. 
Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Felipe Jordão da Silva Ferreira. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital, foi realizada perícia no local e testemunhas estão sendo ouvidas. O militar que atirou já foi ouvido, mas o conteúdo do depoimento não foi divulgado. Além disso, a arma dele foi apreendida para confronto balístico.
Em nota, a Marinha informou que “militares que realizavam a sinalização de uma via durante a escolta de uma carreta foram surpreendidos quando um veículo, em alta velocidade, furou o bloqueio e atropelou um dos militares na Ilha do Governador. O outro militar, que também realizava a escolta para o transporte de um blindado do Corpo de Fuzileiros Navais, reagiu disparando um tiro contra o veículo que furou o bloqueio.”
O segundo-sargento fuzileiro naval Wanderson Almeida Noia de Oliveira, que foi atropelado, foi levado para o hospital Naval Marcílio Dias, onde está em observação. Já o autor do disparo não teve o nome divulgado. 
A irmã de Felipe, Fernanda Jordão, que estava no banco do carona, foi encaminhada para o hospital em estado de choque. A jovem estava inconformada com a morte do rapaz. 
— Ele não tentou fugir. Ele estava em alta velocidade e com um pouco de sono. Ele ia parar, não queria atropelar o cara. Mas ele levou o tiro. Foi tudo muito rápido, não teve explicação.
No comunicado, a Marinha confirmou que foi instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar os fatos.
R7/montedo.com
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