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O Brasil iniciou nesta quarta-feira uma vasta operação de combate ao crime em seus 4.045 quilômetros de fronteiras com Bolívia e Paraguai, que prevê a mobilização de 4,2 mil militares, informaram fontes oficiais.
Rio de Janeiro, 22 jul (EFE).- O Brasil iniciou nesta quarta-feira uma vasta operação de combate ao crime em seus 4.045 quilômetros de fronteiras com Bolívia e Paraguai, que prevê a mobilização de 4,2 mil militares, informaram fontes oficiais.
Trata-se da nona edição da chamada Operação Ágata, uma mobilização anual de combate ao crime além da fronteira e que no ano passado, como medida de segurança prévia à Copa do Mundo do Brasil, se estendeu aos 16.886 quilômetros de extensão de todas as fronteiras terrestres do país.
Na edição deste ano, as operações de vigilância e fiscalização se limitarão aos 166 municípios dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia que estão próximos às fronteiras com a Bolívia e Paraguai, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.
A operação será dirigida desde a sede do Comando Militar do Oeste (CMO) do Exército na cidade de Campo Grande e terá como um de seus focos a cidade de Foz do Iguaçu, na tripla fronteira com a Argentina e Paraguai e uma das principais portas de entrada do contrabando ao Brasil.
“Os países vizinhos foram informados da ação militar e enviaram observadores à capital do Mato Grosso (Campo Grande)”, segundo a nota do Exército.
Além dos 4,2 mil militares do Exército, a Marinha e a Força Aérea, sob o comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, a operação mobilizará a 4.201 promotores e funcionários de 46 diferentes organismos públicos como Alfândega, policiais regionais, Administração Federal de Impostos e diferentes agências reguladoras do país.
Igualmente, a ação mobilizará 57 veículos, entre aeronaves, patrulhas e embarcações.
Este ano será o primeiro em que a Operação Ágata contará com o apoio de radares, câmaras, sensores e demais equipamentos de vigilância que o Brasil instalou nas suas fronteiras como parte do chamado Sistema Integrado de Vigilância Fronteiriça (Sisfron).
O objetivo da operação, segundo o Ministério da Defesa, “é intensificar a presença do Estado brasileiro nas fronteiras e contribuir para o combate e a redução dos delitos além das fronteiras como contrabando, narcotráfico, tráfico de pessoas, armas e munição, tráfico para prostituição, evasão de divisas, crimes ambientais, roubo de veículos e mineração ilegal, entre outros”.
Na oitava edição da Operação Ágata, no ano passado, quando mobilizou 30 mil militares em todas as fronteiras do país como parte das medidas de segurança da Copa do Mundo, o Brasil apreendeu cerca de 36 mil quilos de drogas.
Em suas oito edições até o ano passado, a operação apreendeu 68,1 toneladas de drogas, 21,9 toneladas de explosivos e 229 armas, em cerca de 736 mil inspeções de veículos, embarcações e aeronaves.
A mobilização deste ano também prevê ações sociais, como a oferta de serviços médicos e odontológicos para os moradores da fronteira, e de atividades recreativas e esportivas, assim como a recuperação de estradas e de edificações públicas. 
EFE/montedo.com
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