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Mesmo com o diploma de médico cassado, major segue servindo no Hospital Militar de Campo Grande
(Imagem: blog turmadealunos)
Quase três anos após ter seu diploma de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina, por abuso sexual de pacientes, Marcus Vinícius Carreira Bentes ainda é oficial da ativa do Exército. 
O longo histórico de denúncias contra o major teve início em julho 1999, quando servia em Fortaleza (CE). Na época, ele foi acusado de abuso contra a esposa de um sargento. O militar foi absolvido por falta de provas, por 3 votos a 2 e o processo foi arquivado

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Desde então, segundo o MPM, Bentes se envolveu outros casos semelhantes, quando era o responsável pelos exames médicos para a utilização da piscina do Clube de Subtenentes e Sargentos de Lorena/SP. Há indícios de que o major aproveitava-se da situação para solicitar que jovens e adolescentes ficassem nuas para em seguida molestá-las. Todas as denúncias formuladas em Lorena foram tratadas como transgressões disciplinares e não foram abertos inquéritos para investigação.
O fato que resultou na condenação do militar  ocorreu em 2007, no hospital militar de Campo Grande. Na época, ele atendeu a uma paciente com problemas renais que o procurara para entregar o resultado de exames solicitados por outro urologista. Ela afirmou que o médico, após pedir-lhe para levantar o vestido para uma exame, a tocou sem luvas. Relatou ainda que ele estava ofegante e apresentava sinais de excitação. Sindicância aberta pelo hospital considerou não haver provas consistentes para a abertura de inquérito, mas condenou o militar a 10 dias de prisão por conduta antiética ao realizar o exame sem acompanhante, por não ter utilizado lençol para cobrir a genitália da paciente e por não ter usado luvas para fazer o exame.
Ainda assim, o MPM denunciou o major, em 18 de junho de 2008:“Em todas as ocasiões o acusado nega com veemência a sua participação e é levantada uma injusta suspeição sobre a moral das vítimas. Em se tratando de delito cuja prática dá-se entre quatro paredes e sem testemunhas, poderá o acusado molestar sexualmente centenas de vítimas e eternamente a justiça considerará as provas insuficientes?”, questionou o MPM, na denúncia que resultou na condenação pelo STM, em 3 de maio de 2011, a pena de um ano de detenção pela prática do crime de libidinagem (Artigo 235 do Código Penal Militar).
Marcus Vinícius continua
na ativa
Em 17 de julho de 2012, o Conselho Federal de Medicina cassou o diploma de Marcus Vinícius. À época, o CMO informou que o militar seria transferido para funções administrativas, mas continuaria sendo major do Exército. Em situações como essa, o oficial deve ser submetido à Conselho de Justificação, para análise de sua conduta. Caso seja julgado indigno ou incompatível com o oficialato, a perda do posto e patente poderá então ser decretada pela justiça militar.
Na página do DGP, ele consta como efetivo do Hospital de Área de Campo Grande, na situação de sub-júdice. 
Ou seja: três anos depois da cassação do diploma de médico, quatro anos após a condenação pelo STM e dezessete anos após a primeira denúncia, um cidadão desse ‘quilate’ continua ostentando a condição de oficial do Exército Brasileiro.
ISSO É UMA VERGONHA!!!
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