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Nota do editor

A manchete aí em cima é minha. A informação está quase oculta na notícia do G1.

Bruna Alves Ramalho passou em 1º lugar no IME
(Foto: Bruna Alves Ramalho/Arquivo pessoal)

Carioca de 17 anos passa em 1º no IME: ‘concorrência me amedrontava’
Bruna Alves Ramalho dormia pouco mais de 5 horas para poder estudar.
Jovem também foi aprovada para a Escola Naval do Rio.

Mariucha Machado
Do G1 Rio
As lágrimas de insegurança e medo de frustração em um dos vestibulares mais concorridos do Brasil deram lugar ao choro de felicidade e sensação de dever cumprido. Com apenas 17 anos, Bruna Alves Ramalho, estudante do curso Pensi, no Rio, ficou em 1º lugar no ranking geral do Instituto Militar de Engenharia (IME). O resultado, depois de um ano de muita dedicação aos estudos, deu à jovem a “rendição” tão esperada.
“A concorrência me amedrontava. Na semana antes da prova, eu fiquei totalmente abatida, com medo, eu chorava todos os dias. Quando soube do resultado [no dia 3 de dezembro] eu comecei a gritar, liguei para a minha mãe, minha avó e meu pai. Todos eles me apoiaram muito neste período”, contou Bruna ao G1.
Filha única de um casal de médicos, Bruna começou o ano focada no objetivo. Ela contou que no primeiro semestre conciliava o terceiro ano do Ensino Médio, com o curso pré-vestibular e os estudos em casa. A jovem dedicava cerca de 15 horas do seu dia aos livros.
No segundo semestre, a rotina ficou ainda mais pesada. Por já ter passado para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o curso de engenharia química pelo Sisu, a aluna foi liberada das aulas do Colégio Militar e, muito disciplinada, mantinha os estudos em casa pela manhã e à noite e, à tarde, frequentava o curso. O tempo de descanso foi reduzido a pouco mais de cinco horas diárias. A jovem preferiu não fazer matrícula na UFRJ, porque tinha como meta o IME.
Bruna também foi aprovada em 1º lugar no concurso feminino da Escola Naval do Rio e aguarda o resultado do vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
O sonho de Bruna em cursar engenharia no IME começou há dois anos. “Eu comecei a ‘ouvir’ falar sobre a instituição no primeiro ano, com palestras no colégio, mas naquela época eu não sabia nem que eu queria fazer engenharia. No segundo ano, eu optei pelo IME pelo o que os professores falavam, pela qualidade da instituição”, contou Bruna.
União pelos livros
Bruna Alves Ramalho e Raphael Mendes de Oliveira após aprovação no IME (Foto: Bruna Alves Ramalho/G1)
Bruna Alves Ramalho e Raphael Mendes de Oliveira após aprovação no IME (Foto: Bruna Alves Ramalho/Arquivo pessoa)
Para as dúvidas em matemática, Bruna sempre conseguia uma explicação e claro, após tantas questões resolvidas, começou um romance com o colega de classe Raphael Mendes de Oliveira.
“A minha maior dificuldade era em matemática e isso [namoro] para mim foi excelente, eu melhorei demais porque ele me ajudava bastante em matemática e eu acho que ele melhorou bastante comigo em química”, disse às gargalhadas Bruna.
“Estudos, estudos, namoro à parte”. A caloura do IME disse que o casal chegou a brigar por causa de uma possível competição. “Ele achava que eu estava competindo com ele, mas não tinha fundamento, quando eu chorava era porque eu achava que não ia passar. Eu muitas vezes não acreditava no que eu podia fazer”, contou. Raphael Mendes, de 18 anos, também foi aprovado na prova.
O ano foi duro para a jovem, que precisou abrir mão do convívio dos amigos e dos familiares. “Eu praticamente não via eles [os pais], só durante a noite quando eu estava estudando. Quando eu chorava e minha mãe vinha me consolar, eles me apoiaram demais”, relatou Bruna.
De olho em um futuro promissor, ela garante que vai equilibrar os estudos com a vida social em 2015. “Eu estou ansiosa para as aulas começarem logo. Eu planejo estudar bastante no próximo ano, mas um pouco menos do que em 2014”, brincou a jovem.
G1/montedo.com
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