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Justiça revoga prisão preventiva de subtenente do Exército Brasileiro
A decisão foi concedida pela juíza Cristianne Braga Magalhães Sobral, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua
O subtenente do Exército, Francilewdo Bezerra Severino, 45, teve sua prisão preventiva revogada pela justiça nesta quarta-feira, 3. A decisão foi concedida pela juíza Cristianne Braga Magalhães Sobral, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua.
Na decisão, a juíza declarou ter “verificado a inexistência de fundamento plausível para a manutenção da prisão preventiva”. “Vale ressaltar ainda que o acusado nunca foi processado, não se fazendo necessária sua custódia por conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal”, diz a magistrada.
O advogado do militar, Walmir Medeiros, entrou com pedido para revogação da prisão preventiva nesta segunda-feira, 1. Francilewdo está internado no Hospital Geral do Exército Brasileiro desde o último dia 11 de novembro, quando foi preso em flagrante, pois teria envenenado e matado o filho, e agredido a mulher. Em seguida, ele teria tomado uma alta dosagem de medicamentos. Até a decisão da Justiça, o subtenente estava sob escolta policial.
“Ele vai continuar o tratamento no Hospital Geral do Exército Brasileiro. Quando os médicos resolverem liberá-lo, ele poderá ir para casa. Estou indo no hospital informar a decisão da Justiça ao diretor da unidade”, explicou Walmir ao O POVO Online.
No último dia 28, o militar negou as acusações de que teria envenenado e matado o próprio filho, de 9 anos, e espancado a esposa. Na ocasião, o delegado Wilder Brito, titular do 16° Distrito Policial (DP) e responsável pelo caso, interrogou o militar durante quatro horas. Conforme o advogado de Francilewdo, o médico acompanhou todo o depoimento, que foi realizado dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Relembre os fatos
11/11: O subtenente Francilewdo Bezerra Severino foi autuado em flagrante, pois teria envenenado e matado o próprio filho, após agredir a esposa. Ele teria obrigado a mulher a ingerir uma overdose de medicamentos, fazendo o mesmo, em seguida, numa tentativa de suicídio. Autuado em flagrante por homicídio, lesão corporal e pela Lei Maria da Penha no 11º DP, no Panamericano, ele é mantido sob escolta no Hospital Geral do Exército Brasileiro.
12/11: Caso é transferido para o 16º DP e a Polícia descobre que a página do militar na rede social Facebook, onde ele teria publicado um depoimento informando que cometeria os crimes, foi atualizada em um momento em que ele já estava em coma. Celular do subtenente estava com a esposa, que viajou para Recife (PE), sua cidade natal, onde o filho Lewdo Ricardo Coelho Severino foi enterrado.
18/11: A Polícia descobre que o garoto de 9 anos teria ingerido veneno para ratos (chumbinho), ao invés de remédios.
20/11: Francilewdo Bezerra Severino acorda do coma induzido, mas ainda está inconsciente.
24/11: Francilewdo Bezerra Severino começa a recuperar a consciência. Polícia aguarda laudo médico para ouvir o militar.
28/11: Francilewdo Bezerra Severino presta depoimento de quatro horas à Polícia, no Hospital Geral do Exército Brasileiro. Durante o interrogatório, ele nega as acusações de que teria envenenado e matado o próprio filho, de 9 anos, e espancado a esposa.
O POVO/montedo.com
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