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A China quer manter influência política em Pyongyang ao mesmo tempo que corteja Seul. Os EUA mantêm-se atentos na região
Kim Jong-un e os militares (Reuters)
O aparecimento de Kim Jong-un após quase um mês de ausência dos holofotes da comunicação social fez com que houvesse especulação sobre o seu paradeiro e se duvidasse do seu real estado de saúde. No passado dia 14 de Outubro o líder norte-coreano reapareceu aos olhos do mundo, estando a apoiar-se numa bengala e sorridente. A forma como o filho do querido líder voltou a ser fotografado terminou com algumas especulações.
A recente ascensão de Hwang Pyong-so como vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa norte-coreana em substituição de Choe Ryong-Hae é considerada pela imprensa internacional e sul-coreana como um dos factos mais importante em torno do regime norte- -coreano. O analista norte-americano Michael Madden, do Instituto EUA-Coreia da Universidade John Hopkins em Baltimore, disse ao i que Hwang Pyong-so “é muito próximo do líder e respeitado pelas elites locais”. Por esta via, a possibilidade de existir uma tentativa de golpe de Estado contra Kim Jong-un fica colocada de parte pelo analista norte- -americano devido às qualidades pessoais e políticas do novo homem forte do aparelho militar. Michael Madden tem a certeza que “Hwang Pyong-so será leal ao seu líder e prefere estar por detrás da cortina em vez de aparecer publicamente”. Por outro lado, o professor do King Sejon Institute Lisbon da Universidade Nova de Lisboa, Byung Goo-Kang, garantiu ao i que o novo braço direito do líder “apareceu agora porque os pais de Kim Jong-un entenderam que era necessário uma pessoa leal ao lado do filho”. A mesma fonte acrescenta que “Hwang Pyong-so teve um papel fundamental na morte do tio do líder norte-coreano, Jang Song Thaek”. O problema que se coloca ao futuro do regime é a capacidade do actual líder em governar o país muito por culpa da sua juventude que pode levar a alguma inexperiência. Byung Goo Kang alerta para o facto dos “militares não acreditarem nas faculdades de Kim Jong-un para liderar os destinos da Coreia do Norte”.
CHINA
As mudanças na cúpula norte- -coreana acontecem quase três meses depois da visita do presidente chinês Xi Jinping a Seul. Este facto voltou a colocar na agenda mediática regional e internacional a questão das relações entre as duas Coreias.
Jornal i/montedo.com
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