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Cirurgias de aborto clandestino eram realizadas em casa de sargento do Exército, diz Polícia Civil
Militar suspeito de integrar bando desarticulado na Operação Herodes morava no imóvel funcional em Guadalupe

ANA CLAUDIA COSTA
RIO – Um dos 57 presos durante a Operação Herodes, o sargento do Exército André Luis da Silva utilizava o imóvel funcional onde morava como clínica de aborto. De acordo com a Polícia Civil, o papel do militar na quadrilha era transportar gestantes para a casa, localizada na Estrada do Camboatá, em Guadalupe. Ele foi detido no Rio Grande do Sul, onde participava de uma missão.
Segundo investigadores, uma das pessoas que trabalhavam na clínica clandestina é a técnica de enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira, presa sob a acusação de participar da morte da auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos, cujo corpo foi encontrado carbonizado no mês passado em Guaratiba.
Policiais também afirmam que a médica Ana Maria Guimarães Barbosa, acusada de realizar 6.532 abortos na Baixada, atendia pacientes na casa de Guadalupe. Ela foi presa em sua residência, uma cobertura no condomínio Golden Green, na Barra. Quatro carros que seriam da médica foram apreendidos, incluindo uma Mercedes modelo 2015 e uma caminhonete Nissan Frontier.9
Realizada na terça-feira, a Operação Herodes foi a maior ação já realizada no país contra  clínicas clandestinas de aborto. Além do sargento do Exército, seis policiais civis, dois PMs (incluindo um major), uma sargento do Corpo de Bombeiros e sete enfermeiros estão entre os capturados. De acordo com investigadores, eles formavam uma espécie de ‘‘holding’’ criminosa que administrava sete centros cirúrgicos ilegais nos bairros de Bonsucesso, Campo Grande, Copacabana, Botafogo, Rocha, Tijuca e Guadalupe.
O GLOBO/montedo.com

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