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“Ninguém doa dinheiro para campanha de “marinheiros de primeira viagem”. 
Série Conheça seus CANDIDATOS – Entrevista com Sargento Feliciano, o “cara da PONTE”.
Conhecido nacionalmente por realizar protestos “não convencionais”, como pular da Ponte Rio Niterói e Voar de Parapente com faixas pedindo reajuste para os militares, o sargento Feliciano se candidata ao cargo de Deputado Estadual pelo PRTB, partido que apóia o PMB enquanto este ainda não se regularizou totalmente. Aproveitamos para conversar um pouco com o Sargento. Abaixo transcrevemos perguntas e respostas, que foram bem objetivas, dado o pouco tempo que dispúnhamos. Feliciano conta sobre as punições pelos protestos e explica a estratégia do Partido Militar de também conseguir deputados estaduais e distritais como base para reforçar as campanhas de 2016 e 2018.
Revista Sociedade Militar – Sargento, como o senhor conseguiu se tornar tão popular, levando em consideração que a imprensa tradicional pouco mencionou os seus protestos, com exceção do Jornal o Dia no Rio de Janeiro?
Sargento Feliciano – Primeiramente gostaria de agradecer a Revista Sociedade Militar pelo apoio à família militar e recentemente aos candidatos militares.
A revista tem contribuído muito para que nossa classe entenda de vez que só uma bancada militar atenderá nossas demandas.
Passei mais de um ano planejando, sozinho, como mostrar à sociedade brasileira a situação financeira precária dos militares.
E para um resultado extraordinário, você deve fazer algo extraordinário!
Escolhi a ponte Rio-Niterói, planejei e executei. Mesmo sabendo da possibilidade de chuva, de acordo com a previsão do tempo, fui em frente assim mesmo, pois na infantaria, a chuva é nossa companheira.
Na mesma manhã, caiu um prédio em São Paulo que matou mais de 200 pessoas e a chuva impediu que helicópteros das redes de TV fossem ao local e com esses dois fatos perdi espaço na mídia.
Mesmo assim o assunto se espalhou pelos quarteis de todo o Brasil.
Fiquei insatisfeito com o resultado, pois não houve mais mobilizações de militares em prol da questão salarial, como eu havia imaginado.
Fui preso por dez dias e além de escrever um livro para passar o tempo, planejei o segundo protesto.
Escalei um monumento de 27 metros de altura com uma camisa pintada com o valor do nosso salário família (R$0,16).
Este protesto teve menos repercussão que a punição que ele me rendeu (doze dias).
Conheci o Partido Militar Brasileiro, fui convidado a me candidatar e agora estamos aqui!
Revista Sociedade Militar – Não conseguimos ver, nas proximidades de quartéis e vilas militares, cartazes com o seu nome e número. Houve restrições financeiras para a realização da campanha ou houveram doações significativas?
Sargento Feliciano – Ninguém doa dinheiro para campanha de “marinheiros de primeira viagem”. Pois quem doa, quer saber exatamente as possibilidades de retorno.
Mesmo assim uma “merreca” foi levantada entre os integrantes do PMB e conseguimos imprimir alguns santinhos. Com isso, decidi me focar nas redes sociais e reuniões com militares e interessados.
Revista Sociedade Militar – Como o Senhor pretende atuar em favor dos Militares já que se eleito ocupará um cargo na Assembléia Legislativa do rio de Janeiro?
A escolha da candidatura à Deputado Estadual, não foi por acaso. Foi fruto de uma estratégia traçada dentro do Partido Militar.
Com um orçamento curto e sem “capital eleitoral” para ajudar a traçar a estratégia, chegamos a conclusão que não seria inteligente lançar mais de um candidato a Deputado Federal.
O candidato escolhido pelos presidentes dos diretórios do PMB em todo o estado do Rio de Janeiro, foi o Gerson Paulo, Sub-Oficial da FAB e Presidente do Partido Militar Brasileiro-RJ. (candidato numero 2838)
Para unir forçar em prol do objetivo principal, também lançamos dois candidatos a Deputado Estadual – Bruno Nascimento (51100) e eu.
Como Deputado Estadual eu posso:
* Reforçar as colunas da bancada militar.
* Implantar um projeto que já existe em outros estado que é o aproveitamento dos cabos e soldados que saem das Forças Armadas para as instituições de segurança pública como a PM e Gda Municial. (projeto já proposto pelo candidato a vice-governador do RJ – General Abreu)
* Ajudar na criação de novos PNRs em áreas cedidas pelo Estado.
* Construir novos Colégios Militares e até instituições de Ensino Superior.
* Garantir votação coerente em projetos do Estado que tenha reflexos na família militar.
Mas o mais importante para mim é sair “debaixo” do regulamento disciplinar e poder continuar a protestar sem ser preso a cada protesto e poder exercer influência entre os Deputados Federais e Senadores para que “ataquem” o ponto mais fraco da situação da família militar: a remuneração.
Revista Sociedade Militar – Uma candidatada do Distrito Federal, Miriam Stein, deu a entender que pode ser necessário ações radicais para conseguir algum progresso na questão da renumeração dos militares das Forças Armadas. Ela falou em acampar no saguão do Congresso se for eleita. O que o Senhor acha disso?
Sargento Feliciano – Eu sugiro acampar pendurado na parede do Congresso Nacional usando uma barraca de alpinista dessas que se arma na vertical!
Ações comuns, resultados comuns. Ações extraordinárias, resultados extraordinários.
Comparecer a reuniões tradicionais para falar, falar e falar…
Assinar abaixo-assinado na internet… Escrever belos projetos de leis ou emendas constitucionais…
Fazer o que todo mundo faz, teremos o resultado que todo mundo tem…
E a situação salarial dos militares não será resolvida de maneira tradicional… Teremos que ser diferentes!
Vou falar com a Miriam, com a Kelma Costa e mais outros guerreiros audazes para um ataque em conjunto, pois a Kelma diz que juntos somos mais fortes, mas até agora temos guerreado individualmente.
Revista Sociedade Militar – Faltando apenas uma semana para as eleições o senhor gostaria de dizer mais alguma coisa?
Sargento Feliciano – Sim! Passei anos pensando se entraria neste combate ou não…
Se eu decidi entrar é porque tenho disposição de ir até o fim.
Minha prioridade é devolver a dignidade a família militar, nem que o preço seja alto.
Já estraguei minha carreira com tantas punições porque não tenho medo das consequências.
Talvez eu ganhe esta campanha… Talvez não… O resultado não mudará meus planos futuros de aterrorizar os responsáveis por tanto descaso.
Escolhi o numero 28.016 para lembrar desta cifra ridícula que aparece em nossos contracheques (R$ 0,16 por dependente)
Coragem pra fazer o que é dito, eu tenho.
E a conclusão deste projeto depende de você, leitor, compartilhar essas informações com o máximo de pessoas!
Um abraço e até próximo protesto.
Sargento Feliciano. Candidato a DEPUTADO ESTADUAL – RJ – com o Número 28016.

Sociedade Militar/montedo.com

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