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Estado de alerta
O primeiro caso em solo norte-americano foi confirmado na terça-feira
Estados Unidos enviarão mais 1,4 mil soldados para combater ebola na África PASCAL GUYOT/AFP
Membros da Cruz Vermelha trabalham na Libéria, onde o paciente nos EUA foi infectadoFoto: PASCAL GUYOT / AFP
Após a confirmação do primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos, o governo norte-americano informou que enviará mais 1,4 mil soldados para a Libéria, com o objetivo de ajudar no combate ao vírus no Oeste africano. O anúncio foi feito pelo Pentágono, na noite dessa terça-feira, horas depois de o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) ter divulgado a informação sobre o caso de um paciente em tratamento em um hospital de Dallas, no estado do Texas.
Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, os militares serão enviados nas próximas semanas. Cerca de 700 soldados, além de engenheiros e militares, devem ser deslocados para a capital da Libéria, Monrovia, até a segunda quinzena de outubro.
Eles irão se juntar aos 200 homens que já estão na região. Depois, serão enviados mais reforços, até que se complete o contingente total de 3 mil militares que o governo dos Estados Unidos prometeu para ajudar em obras de infraestrutura e instalações hospitalares e sanitárias.
Em setembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou o projeto de enviar cerca de 3 mil soldados à Libéria para fornecer apoio logístico na luta contra a epidemia, considerada a mais grave desde o aparecimento do vírus em 1976.
Última contagem da OMS
A epidemia de Ebola já deixou pelo menos 3.091 mortos em países africanos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo a última contagem da OMS, de 23 de setembro, na Guiné, onde o surto começou no ano passado, o Ebola infectou 1.074 pessoas, matando 648 delas.
Na Libéria, país mais atingido, 3.458 pessoas foram infectadas e delas 1.830 morreram. Em Serra Leoa, o Ebola infectou 2.021 pessoas e matou 605.
A Nigéria teve 20 casos, com oito mortes, e o último caso registrado no país data de 5 de setembro. O Senegal, que só teve um caso confirmado de Ebola, só pode ser considerado livre do Ebola depois de 42 dias do registro da doença.
O paciente americano – que não teve a identidade revelada – contraiu o vírus durante viagem a Libéria. Ele regressou no dia 20 de setembro e assim que apareceram os sintomas procurou um hospital. O ebola só é transmissível a partir da fase infecciosa, quando os sintomas se manifestam.
ZH/montedo.com
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