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No Amazonas, Exército destrói 1200 pés de planta que dá origem à cocaína
A ação fez parte da operação Curare II e destruiu plantações de epadú na região de Amaturá, no interior do Amazonas.
Exército soube da plantação por meio de de denúncias de moradores.

Foto: CMA / Divulgação

Neto Cavalcante / [email protected]
Tabatinga (AM) -Tropas do Exército Brasileiro destruíram, nesta sexta-feira (29), mais de mil e duzentos pés de epadú na região de Amaturá, no interior do Amazonas. A plantação encontrada pelos militares através de denúncias da própria população ribeirinha confirma as suspeitas de que o plantio da folha que dá origem à cocaína está sendo feito também dentro do território brasileiro, ao longo da região de fronteira no extremo oeste do Amazonas.
A ação fez parte da operação Curare II (substância paralisante usada pelos índios para caçar animais), em andamento desde o mês de junho e que tem como objetivo reprimir a ação criminosa do tráfico internacional dentro do Brasil. A estratégia dos militares é combater o plantio da folha e ganhar a confiança e apoio das populações locais.
De acordo com o Tenente Coronel Pedra, comandante do 17° Batalhão de Infantaria de Selva (17º Bis), com base em Tefé, o cultivo da epadú foi denunciado por moradores ribeirinhos do município de Amaturá, distante 909 quilômetros de Manaus. Uma das contrapartidas da cooperação dos ribeirinhos foi o atendimento médico e odontológico feito por profissionais de saúde do Exército, durante a operação.
Os pés de epadú estavam plantados em meio a plantações de mandioca, abacaxi e banana. Ainda de acordo com o comandante da operação, este tipo de cultivo consorciado dificulta a identificação dos ilícitos quando avistados de aeronaves.
O epadú está pronto para a colheita quando a planta atinge cerca de 2 metros de altura, com oito a nove meses de cultivo. O material destruído pelo exército poderia se transformar em até 50 quilos de cocaína, se misturado a outros substratos durante o refino da droga. A área fica perto de Tabatinga, na fronteira do Brasil com Colömbia e Peru. Os militares usaram lanchas e estavam portando armamento pesado. Pelo ar, o apoio foi era feito por helicópteros blackhawk, os mais modernos da aviação do Exército, equipado com metralhadoras e lançadores de mísseis ar-terra. Nenhuma pessoa foi presa.
A plantação estava vazia, mas pelo tamanho das plantas, a estimativa é de que o plantio tenha sido feito de dois a três meses.
A ação contou com 184 militares do 17° BIS com o apoio do 8° BIS e de homens da polícia civil e Polícia Militar.
D24am/montedo.com
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