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Exército diz que tiro que matou soldado foi disparado por colega
Jovem de 19 anos foi morto dentro do Quartel General da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), no Bairro Mariano Procópio
Baleado Exército Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)
Acidente foi no QG da 4ª Brigada de Infantaria Leve, em Juiz de
Foto: Reprodução/TV Integração
Nathália Carvalho
Juiz de Fora (MG) – O recruta de 19 anos, que morreu dentro do Quartel General da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), no Bairro Mariano Procópio, Zona Nordeste, na última sexta-feira, foi atingido, segundo o Exército, por um tiro acidental disparado por um colega, que também possui a mesma idade. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pelo setor de comunicação da unidade. Até então, o Exército não havia repassado quaisquer informação sobre como a morte teria, de fato, ocorrido. O caso aconteceu durante a troca de turno, por volta das 7h. Conforme é explicado por meio de nota oficial, foi lavrado o auto de prisão em flagrante delito do soldado que atingiu o jovem. Após a conclusão do documento, ocorrido na tarde do último sábado, o mesmo foi entregue à Auditoria da 4ª Circunscrição de Justiça Militar.
De acordo com o Quartel, o jovem que atirou encontra-se preso e à disposição da Justiça Militar na unidade carcerária do 10º Batalhão de Infantaria de Juiz de Fora. Ainda de acordo com a comunicação da unidade, as famílias dos dois rapazes envolvidos estão recebendo apoio médico e psicológico da instituição. O Exército mantém a postura de não divulgar o nome da vítima, a pedido da família. Na tarde desta segunda, a Tribuna entrou em contato com o Cartório da Justiça Militar, responsável pela investigação do crime, para obter outros detalhes da tramitação, mas não obteve retorno. O prazo previsto para conclusão das apurações é de 40 dias.
Segundo o chefe da seção de comunicação da unidade, tenente-coronel Toni Fredman, o Exército entende que o tiro foi disparado de forma acidental, mas salienta que ficará a cargo da Justiça analisar o que realmente aconteceu. “A palavra final se foi um homicídio culposo (sem a intenção de matar) ou doloso (com a intenção de matar) é da Justiça, que irá realizar a investigação.” O tenente-coronel também informou que o soldado que atirou ainda estava em serviço, enquanto o que morreu estava entrando no turno.

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O crime
O recruta foi morto depois de ser atingido no tórax por um tiro de fuzil automático leve no Quartel. No mesmo dia, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar o caso, ocorrido no corpo da guarda, onde ficam os militares responsáveis por controlar a entrada e saída do lugar. O jovem havia ingressado no início deste ano no serviço militar obrigatório. O corpo foi velado e enterrado no sábado no Cemitério Municipal. Em um ano e meio, esse foi o segundo caso na cidade de morte de militar ocorrida dentro de unidade do Exército por disparo de arma de fogo. Em janeiro de 2013, outro soldado, também de 19 anos, foi morto com um tiro de fuzil na cabeça nas dependências do 4º Depósito de Suprimentos (4º D Sup), no Barbosa Lage. (R. A.)
TRIBUNA DE MINAS/montedo.com
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