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Exército foi instrumento da vontade da nação em 64, diz novo Comandante Militar do Sul
Novo comandante do CMS, general Antônio Mourão, em recepção à tropa  (Foto André Ávila/ CP/Divulgação/A Razão)
Novo comandante do CMS, general Antônio Mourão, em desfile da tropa (Foto André Ávila/ CP/Divulgação/A Razão)
O Comando Militar do Sul passou, nessa segunda-feira, por uma troca de comandante, levando ao posto o general de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, que vai responder por um efetivo de cerca de 50 mil militares, o que representa um quarto do efetivo nacional. Questionado sobre as recentes demandas de parte da sociedade civil para que as Forças Militares se retratem pelos crimes cometidos durante a ditadura iniciada em 1964, Mourão afirmou desconhecer quaisquer abusos praticados pelos militares. O general ainda afirmou que o Exército foi instrumento da vontade da nação.
– “A única coisa que eu posso lhe dizer é que isso é um fato histórico e como tal deve ser analisado com a devida isenção. E hoje em dia estão vivos muitos dos atores que não analisam com isenção. Precisa de mais 50 anos para isso. O Exército foi instrumento da vontade da nação (no golpe de 1964). Abusos eu desconheço”, afirmou Mourão, que até então vinha ocupando o posto de Vice-Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, no Rio de Janeiro.
Sobre o trabalho do Exército para proteger as fronteiras do País, o general falou que há boa distribuição espacial do efetivo na região. Apesar disso, o general Mourão destacou as dificuldades de controlar os mais de 16 mil quilômetros de fronteira.
– Apesar de não ser uma missão precípua do Exército controlar as fronteiras, nós temos uma distribuição espacial muito boa no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina procurando atender as principais vias de acesso. Agora é óbvio que, fronteira como o Brasil tem, de 16 mil quilômetros, é impossível de guarnecer homem a homem, apontou.
Cerca de dois mil militares de diversas partes do Estado participaram da cerimônia de troca de comando, dos quais ao menos dez desmaiaram enquanto permaneciam perfilados e imóveis, acompanhando os discursos oficiais.
Mourão iniciou vida militar em 1972. Foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras (Resende – RJ) e integrou a Missão de Paz em Angola. O general também foi adido militar na Embaixada do Brasil na Venezuela. Mourão assumiu o posto que era ocupado pelo general do Exército Carlos Bolivar Goellner.
Rádio Fandango/montedo.com
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