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Comitiva avaliará atividades do 19º contingente brasileiro no país caribenho.

Lana Torres
Do G1 em Porto Príncipe
Comitiva do Exército foi ao Haiti para verificar atividades de contigente brasileiro (Foto: Lana Torres / G1)
Comitiva foi ao Haiti para verificar atividades de
contigente brasileiro (Foto: Lana Torres / G1)
Uma comitiva do Ministério da Defesa iniciou a verificação das atividades do 19º contigente brasileiro – composto em sua maioria por militares de Campinas (SP) – a atuar na missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. A convite da pasta, o G1 acompanhou a viagem de aproximadamente 50 servidores da Marinha, Força Aérea e Exército, que permanecem na sede do batalhão em Porto Príncipe até sexta-feira (21).
Segundo o general José Eduardo Pereira, embora o nome dado ao procedimento seja de verificação, a função da visita de cinco dias dos oficiais às instalações do Brabat (Contingente Brasileiro de Força de Paz) será, sobretudo, a de levantar as dificuldades enfrentadas pelas tropas na tentativa de amenizar os problemas do batalhão. O trabalho começou nesta segunda-feira (17).
Viagem
Após oito horas de viagem de Brasília (DF) até a capital haitiana – com paradas em Manaus e Maiquetía, na Venezuela -, os militares brasileiros desembarcaram no Aeroporto Internacional Toussaint Louverture e fizeram, em um ônibus novo e confortável, o percurso que a população haitiana tradicionalmente faz de tap-tap, transporte coletivo típico do país, caracterizado pela pintura colorida, improviso na acomodação dos passageiros e que custa 10 gourdes (moeda local) o trecho, aproximadamente R$ 0,60.
O destino da comitiva fardada era a Base General Bacellar, “casa” do Exército em Porto Príncipe, onde Pereira, comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve de Campinas, foi recebido com honras e homenagens. “Nós vamos tomar conhecimento das dificuldades e deficiências que este grupo está passando com a finalidade de tentar sanar ainda neste contingente ou, na pior das hipóteses, no próximo contingente, e evitar que os outros passem pelos mesmos problemas”, afirmou o general.
Nesta terça-feira (18), aproximadamente 400 militares, a maior parte de Campinas, participaram de uma solenidade de formatura para apresentação da tropa ao general. Durante a cerimônia, além do hino brasileiro, o haitiano é cantando pelo grupo.
Segundo o Exército, aproximadamente 700 homens, do grupo de 1,2 mil brasileiros que compõem o contingente atual, são da cidade do interior paulista. Eles chegaram ao país caribenho em novembro e devem permanecer até junho.
Campinas x Haiti
A interseção entre Campinas e Porto Príncipe não se restringe à atuação dos soldados campineiros no território haitiano. O município do interior paulista também recebeu boa parte do fluxo migratório de nativos da ilha para o Brasil. Os imigrantes atuam como força de trabalho importante tanto na construção civil como no setor de serviços. As cidades também viveram a experiência de um intercâmbio universitário internacional.
O G1 produzirá durante a viagem uma série de reportagens que têm justamente a intenção de mostrar os personagens que de alguma forma tiveram sua história dividida entre essas duas cidades com realidades distintas.
G1/montedo.com
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