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Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil
Numa clara mudança de postura quanto a parcerias militares, depois do escândalo da descoberta de que as agências de informação norte-americanas espiaram milhões de pessoas no Brasil, o governo brasileiro acaba de dar um importante passo para estreitar os laços militares com a Rússia.
O anúncio da compra de baterias antiaéreas Pantsir-s1 e lançadores Iglan-s à Rússia, um negócio de aproximadamente 680 milhões de euros, foi feito pelo ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, no final de uma reunião em Brasília com o seu homólogo russo, Sergei Shoigu. No encontro participaram também militares de ambos os países e representantes dos fabricantes russos de material bélico.

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Além da compra dessas armas, cujo contrato tem assinatura prevista para meados de 2014, Celso Amorim anunciou um outro passo importante no estreitamento da cooperação militar com a Rússia: a possibilidade de o Brasil participar no desenvolvimento do mais avançado jato militar do mundo neste momento, o Sukhoi T-50. Este caça de quinta geração é caracterizado pelo alto índice de informatização a bordo e pelo chamado voo furtivo, ou seja, capaz de escapar aos radares. Sem ser a Rússia, que tem neste momento cinco protótipos desse caça em teste, apenas os EUA possuem um aparelho similar, o F-22.
Outro assunto que passou a fazer parte das conversas entre o Brasil e a Rússia na área militar é a aquisição de caças de última geração pela Força Aérea Brasileira, para substituir os atuais Mirage 2000.
CORREIOdamanhã/montedo.com

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