WikiLeaks: soldado Bradley Manning é condenado a 35 anos por vazamento de dados

Soldado é condenado a 35 anos por vazar dados ao WikiLeaks
Bradley Manning foi julgado por fornecer arquivos secretos dos EUA
Soldado foi julgado por fornecer arquivos secretos dos EUA ao WikiLeaks
Soldado foi julgado por fornecer arquivos secretos dos EUA ao WikiLeaks
Crédito: Saul Loeb / AFP / CP
O soldado americano Bradley Manning, responsável pelo vazamento de milhares de documentos confidenciais ao site WikiLeaks, foi condenado nesta quarta-feira a 35 anos de prisão por uma corte marcial. “Você é sentenciado a 35 anos e tem ordenada uma baixa desonrosa”, afirmou a juíza, coronel Denise Lind.
O jovem militar já havia reconhecido a entrega de 700 mil documentos confidenciais ao WikiLeaks. O site foi fundado por Julian Assange, que se refugiou em junho na embaixada do Equador em Londres. O país sul-americano lhe concedeu asilo político, mas o Reino Unido pretende aplicar a ordem de detenção sueca. Na Suécia ele é acusado de suposto caso de agressão sexual e estupro, que ele nega.
Os vazamentos
Um vídeo com civis iraquianos atingidos por tiros de soldados americanos a partir de um helicóptero, imagens de um ataque aéreo que matou dezenas de civis no Afeganistão por engano: os vazamentos de Bradely Manning deram a volta ao mundo.
O soldado revelou a impressionante quantidade de 250 mil telegramas diplomáticos e de 500 mil notas militares consideradas sigilo de Estado. As informações obtidas por Manning pararam no WikiLeaks, site criado em 2006 pelo australiano Julian Assange.
Conheça as informações vazadas pelo o jovem soldado:
• A primeira informação que o próprio Manning reconheceu ter repassado ao WikieLaks foi um telegrama diplomático da embaixada americana na Islândia, em 18 de fevereiro de 2010.
• Manning também admitiu “a transcrição intencional” de um vídeo que mostrava civis mortos após os diparos de um helicóptero de combate americano no Iraque em julho de 2007. O documento, batizado como “danos colaterais”, pelo WikiLeaks foi divulgado publicamente em uma entrevista coletiva concedida por Assange em abril de 2010 em Washington. Manning afirmou que tomou a decisão porque o vídeo o deixou “horrorizado”.
• O soldado disse ser o autor do vazamento de um vídeo confidencial de um ataque por engano na localidade de Granai, no Afeganistão. Mais de 100 civis morreram na operação aérea do exército americano em maio de 2009.
• Mais de 250 mil telegramas do Departamento de Estado, procedentes de embaixadas e consulados de 1966 a 2010, foram divulgados pelo analista em várias etapas, de fevereiro de 2010 a setembro de 2011. Cinco jornais internacionais os analisaram e publicaram a partir de novembro de 2010: The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País.
• Manning revelou ao público mais de 90 mil documentos relacionados com a guerra no Afeganistão e 400.000 relacionados com o conflito no Iraque. Em alguns foram revelados abusos, torturas e assassinatos de civis. – A partir de abril de 2011 o soldado divulga os relatórios confidenciais de 779 detentos de Guantánamo; os documentos mostram que muitos foram detidos sem acusações e também revelam detalhes sobre o estado de saúde ou o teor de suas declarações, incluindo Khaled Sheikh Mohamed, cárebro dos atentados de 11 de setembro. AFP
Correio do Povo/montedo.com

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