LAAD: Embraer vende 3 aviões militares ao Senegal, e governo fecha venda de navios

O ministro de Defesa, Celso Amorim, e o ministro das Forças Armadas do Senegal, Augustin Tine, assinaram um contrato de compra de três aviões A-29 Super Tucano da Embraer e um acordo para aquisição de navios patrulha.
Os acordos foram assinados nesta quarta-feira em atos paralelos à feira de armamento LAAD – Defesa e Segurança, a maior do segmento na América Latina, que foi inaugurada ontem no Rio de Janeiro. O contrato de venda dos aviões A-29 Super Tucano, o principal modelo de avião militar da Embraer, também inclui o treinamento dos pilotos e a capacitação das equipes de manutenção.
As aeronaves Super Tucano são turboélices desenhados para executar missões de ataque aéreo ligeiro, vigilância, interceptação aérea e antiinsurreição.
O modelo foi lançado pela Embraer há cinco anos e, atualmente, conta com 170 unidades em operação nas Forças Aéreas de nove países, vários deles latino-americanos.
O acordo foi assinado por Amorim porque, apesar de se tratar de um contrato com uma empresa privada, a compra será financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o braço financeiro do governo.
“Trata-se de uma demonstração que somos capazes de produzir aviões que servem e interessam a vários países”, afirmou Amorim durante a assinatura do contrato.
Amorim acrescentou que o contrato assinado este ano pela Embraer para vender 20 Super Tucano à Força Aérea dos Estados Unidos, que serão usados em combate no Afeganistão, não deixa dúvidas sobre a capacidade das aeronaves brasileiras.
Segundo Amorim, além da venda dos aviões, o ministro senegalês também fechou um compromisso de intenções para comprar navios patrulha que serão fabricados no país.
“Em breve, os navios patrulha produzidos no Brasil passarão a navegar nas águas senegalesas”, afirmou Amorim. “O acordo também prevê a compra de outros equipamentos militares brasileiros”, afirmou o ministro do Senegal.
O Brasil produz navios patrulha de até 500 toneladas e, com a compra de 3 navios de 1.800 toneladas de um estaleiro britânico, adquiriu capacitação para aumentar o tamanho de suas embarcações.
Terra (EFE)/montedo.com

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