Presidente do STM diz que gastos da Justiça Militar não são ‘descalabro’
Na terça (2), Joaquim Barbosa havia criticado despesas da Justiça Militar.
Presidente, do STM diz que vai convidar Barbosa para conversa.
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| Presidente do Superior Tribunal Militar fala com jornalistas após cerimônia de comemoração dos 205 anos da Justiça Militar (Foto: Reprodução/TV Globo) |
O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Raymundo Nonato de Cerqueira, disse nesta quarta-feira (3) que não considera um “descalabro” os gastos da Justiça Militar. Na terça (2), em sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou os gastos da Justiça Militar, por considerá-los excessivos, e disse que “são indicativo de um verdadeiro descalabro financeiro”.
O CNJ criou um grupo de trabalho para avaliar o custo da Justiça Militar da União e dos estados e, posteriormente, sugerir mudanças. Um levantamento que serve de base para o CNJ aponta que o STM tem 900 servidores, enquanto o Supremo tem pouco mais de 1,1 mil e analisa mais processos.
“Esse descalabro é opinião do ministro Joaquim Barbosa. Eu não penso da mesma maneira. Considerar a existência da Justiça pelo número de processos é um tanto quanto temerário. Até por termos de comparação, a suprema corte americana julga uma média de 80 processos por ano e nem por isso, em momento algum, os americanos pensaram em extingui-la”, afirmou Cerqueira após cerimônia de comemoração dos 205 anos da Justiça Militar no Brasil.
O G1 entrou em contato com a assessoria do ministro Joaquim Barbosa, que ficou de enviar uma posição do ministro sobre a declaração de Cerqueira. Até a última atualização desta reportagem, não havia resposta.
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Para o presidente do STM, o gasto da Justiça Militar da União é como “outro gasto qualquer” e que os gastos com servidores podem ser considerados altos porque o salário na Justiça é maior que em outras carreiras. “Sabemos que na Justiça a remuneração é mais alta, por isso que o patamar em termos de recursos financeiros é alto. Essa comparação é um tanto quanto perigosa, compararmos valor orçamentário com a importância da Justiça, isso aí é discutível”, afirmou.
Cerqueira afirmou ainda que deve conversar com Barbosa em breve. “Já estava previsto convidar o ministro Joaquim Barbosa conversar conosco”, afirmou.
G1/montedo.com

Respostas de 7
Só queria saber se o Presidente do STM, confiaria uma cirurgia cardíaca na pessoa que ele mais ama, a um pedreiro ou qualquer profissional que não fosse médico.
O mesmo sentimento aflora nos militares jurisdicionados quando o julgamento de processos penais militares a quem sequer tem formação em direito.
Joaquim Barbosa é referencia e possui notório saber jurídico…sabe o que fala.
Aliás, até bem pouco tempo atrás ele não era o herói dos militares, por ter condenado os mensaleiros do PT?
Que houve?
Boa Joaquinzão! Cada macaco no seu galho. Milico cuida do quartel, não tem competência para entrar na área do judiciário. Julgar é tarefa para juízes de verdade, não de mentirinha. Gen é deus e juiz dentro da caserna, fora não é nada.
Os generais não querem largar esse osso cheio de tutano. Realmente, em tempo de paz a relevância da justiça militar é zero. Aliás, como disse o colega anteriormente, esses generais sequer têm formação jurídica e acham que estão aptos a julgar, só pelo fato de terem aplicado NAPDs, quando comandavam companhias ou quando foram (se é que foram), subcomandantes de unidade. Nada justifica a continuidade da justiça militar. Essa sangria de dinheiro público em privilégio de um pequeno gupo de gravatões já deveria ter acabado faz muito tempo.
Tratar os milicos como idiotas, isso eles já estão acostumados, são obrigados a tal, mas ministro, querer fazer o mesmo com o Minisro Barbosa é demais, que mundo vive este general??? Querer comparar a justiça militar americana(que julga crimes de guerra, e outros importantes acontecimentos)com a justiça militar brasileira(que julga se o soldadinho faltou o quartel,em tempo de paz, se não cortou o cabelo…) tá mais que na hora de botar o pijama…excelência
O Presidente do Supremo está corretíssimo,quem entende de justiça é quem se qualifica para essa missão. Cortar na pele dói, perder privilégios mais ainda.Olhem para trás Generais! o seu Esquadrão sofre recebendo migalhas de salário façam justiça com esse pessoal da caserna.Essa tarefa é sua missão.
Vi uma palestra aqui em Brasília em que uma procuradora francesa disse que simplesmente a Justiça Militar francesa foi incorporada pela Justiça Federal para economia de meios, uma vez que chegaram à conclusão de que não havia muito sentido, em tempo de paz, que existisse uma Justiça Militar permanente. Isto na França! País de primeiro mundo com tropas em várias missões internacionais. Aqui no Brasil, o País da boquinha, vemos Generais sendo elevados à condição de juízes sem terem o menor preparo jurídico, e uma Justiça Militar desnecessária que julga, em 98% do tempo, simples deserções de recrutinhas e desvios de pensão. Já passou da hora de fazermos como a França e jogarmos a JMU para dentro da Justiça Federal na qualidade de vara especializada apenas acionada em casos realmente relevantes. Certamente a Justiça Federal ficará muito feliz de receber novos servidores para trabalharem também nos (muitos) processos relevantes que passam por lá.
O General soh pode estar de brincadeira…Ele não quer largar o osso!! Para defender suas mesadas, aí sim eles se manifestam!Pra defender a dignidade financeira, dentre outras coisas, da tropa, aí são mudos, cegos e surdos…
Chega desse Exército de paz!!Até quando?na boa, tah demais…